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PMI composto do Brasil sobe em maio

Imagem: Pixabay

A S&P Global informou nesta segunda-feira (05/06) que o Índice dos Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) composto do Brasil subiu de 51,8 em abril para 52,3 em maio. O resultado deixa o indicador acima do nível neutro, de 50 pontos, pela terceira leitura consecutiva, o que sinaliza restabelecimento da produção.

Por sua vez, o PMI específico de serviços caiu de 54,5 em abril para 54,1 em maio, mas ainda assim em expansão, acima dos 50 pontos. Para Pollyana de Lima, diretora associada de Economia da S&P Global Market Intelligence, os dados do mês revelam um setor de serviços ainda em crescimento, com novas oportunidades de negócios, crescimento da produção ainda forte e criação de empregos.

Na avaliação de Pollyana, pontua que houve “aumento persistente” nos preços do setor no mês de maio. “As pressões sobre os salários, os preços dos insumos e as despesas operacionais obrigaram as empresas a repassar os custos aos consumidores, contribuindo para tendências inflacionárias historicamente elevadas e tornando mais difícil para os elaboradores de políticas encontrarem o equilíbrio certo entre estabilidade de preços e crescimento econômico sustentável”, pondera, em nota.

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No entanto, o cenário econômico brasileiro apresenta forte divergência setorial, com a indústria passando por dificuldades enquanto os serviços prosperam.

“Os serviços continuam a desempenhar um papel vital de impulsionar a economia do País em meio a um cenário global que está em constante evolução, à medida que os elaboradores de políticas se esforçam para abordar os desafios enfrentados pelos fabricantes e para alcançar uma trajetória de crescimento equilibrado e sustentado”, avalia.

Os relatos das empresas ouvidas indicam que o ambiente de demanda continuou a melhorar, levando a aumentos tanto nas atividades quanto no volume de novos pedidos. Os novos negócios também aumentaram, pelo terceiro mês consecutivo, na leitura de maio, sustentado por um aumento em pedidos para exportação, o primeiro em seis meses, de acordo com a S&P.

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