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Petrobras analisa negócios de baixo carbono com a Unigel

Imagem: Landulpho Alves - RLAM

Nesta terça-feira (06/06), a Petrobras informou que iniciou discussões com a Unigel para analisar negócios conjuntos envolvendo desenvolvimento de oportunidades nas áreas de fertilizantes, hidrogênio verde e projetos de baixo carbono, em linha com a revisão dos elementos estratégicos para o Plano Estratégico 2024-2028 (PE 2024-28) da Petrobras, conforme divulgado ao mercado em 1º de junho.

A Unigel tem enfrentado problemas em suas operações por conta, principalmente, do custo do gás natural. Em recente encontro com o governador de Sergipe, Fábio Mitidieri, a empresa informou que paga à Petrobras até US$14 pelo metro cúbico de gás natural enquanto os concorrentes compram a mesma medida por apenas US$3.

No último dia 1º de junho, a empresa suspendeu o contrato dos trabalhadores que atuam na unidade de fertilizante (antiga Fafen) por 90 dias, em Laranjeiras, Sergipe. A fábrica de Camaçari, na Bahia, que também foi arrendada da Petrobras, segue operando normalmente.

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Na segunda-feira (5/6), a Unigel informou ao mercado que contratou o banco de investimento independente Moelis&Company como seu assessor. O acordo visa apoiar a empresa na análise de estratégias financeiras, visando, dentre outros, “aprimorar sua estrutura de capital”. No mesmo comunicado, a companhia afirmou que não “vislumbra a possibilidade” de pedir recuperação judicial.

A empresa também anunciou a construção de uma planta de hidrogênio verde, em Camaçari, com projeções de investimentos que chegam a US$1,5 bilhão (R$ 7,8 bilhões, na cotação atual). A unidade será pioneira no País na produção do insumo em grande escala. Até 2027, a capacidade instalada será de 100 mil toneladas anuais de hidrogênio verde.

Em nota, a Petrobras informa que assinou com a  Unigel um  acordo de confidencialidade (Non Disclosure Agreement) não vinculante com vigência de dois anos.

“Somente após a conclusão de análises técnicas por grupo multidisciplinar, eventuais projetos advindos do acordo terão estimativas oficiais de custo e retorno, necessárias para futuramente serem apreciados pelas instâncias de aprovação interna, de acordo com a governança da companhia”, informa o comunicado.

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