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Empresa de investimento Sequoia anuncia separação de operações na Ásia

(Foto: David McBee no Pexels)

A renomada empresa de investimento de risco Sequoia, considerada o fundo de venture capital mais icônico do mundo, divulgou que irá separar suas operações. A gestora manterá seus escritórios nos Estados Unidos e na Europa, porém deixará de compartilhar os lucros das operações na Ásia, que perderão a marca Sequoia.

A partir de agora, um fundo independente ficará encarregado das operações na China, enquanto outro será responsável pela Índia e pelo Sudeste Asiático. A separação deverá ser concluída até o próximo ano.

A Sequoia, fundada no Vale do Silício há meio século, é reconhecida por ter sido uma das primeiras investidoras da Apple, Google, WhatsApp, Airbnb, entre outras empresas de destaque. Na China, seu portfólio inclui Alibaba, Shein e ByteDance, a empresa chinesa proprietária do TikTok, considerada a startup mais valiosa do mundo.

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De acordo com o New York Times, a gestora administra mais de US$ 53 bilhões em ativos nos Estados Unidos e na Europa, US$ 56 bilhões na China e US$ 9 bilhões na Índia e no Sudeste Asiático.

Os líderes de cada operação justificaram a decisão com base em conflitos entre portfólios, complexidade de administrar um negócio descentralizado e confusão no mercado em relação às marcas.

Embora os executivos não tenham mencionado o aspecto geopolítico, é difícil ignorar esse fator em uma decisão como essa. As tensões comerciais entre China e Estados Unidos continuam a aumentar, especialmente em relação ao TikTok, um dos principais ativos da Sequoia. Este ano, o aplicativo tem sido alvo de ofensivas por parte das autoridades americanas:

O presidente Joe Biden ameaçou banir o TikTok do país caso os chineses não vendam sua participação na empresa.
O estado de Montana aprovou uma lei no mês passado para proibir a plataforma de operar em seu território a partir de 2024.
Uma operação independente da Sequoia na China poderia facilitar a autorização do governo local para o IPO do TikTok na Bolsa de Hong Kong, processo no qual o fundo obteria seus lucros.

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