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Déficit Comercial de Produtos Químicos Alcança US$ 19,6 Bilhões até Maio de 2023

(Foto: Chokniti Khongchum/Pexels)

De acordo com a Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), o déficit na balança comercial de produtos químicos atingiu US$ 19,6 bilhões nos cinco primeiros meses de 2023, representando uma queda de 16,3% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Nos últimos 12 meses, entre junho de 2022 e maio de 2023, o indicador registrou um saldo comercial negativo de US$ 59,1 bilhões. Entre janeiro e maio de 2023, as importações de produtos químicos totalizaram US$ 25,9 bilhões, enquanto as exportações alcançaram US$ 6,3 bilhões, apresentando reduções de 15,3% e 11,9%, respectivamente, em comparação ao mesmo período de 2022.

Embora tenha havido uma queda nos valores monetários importados de produtos para o agronegócio, como intermediários para fertilizantes e defensivos agrícolas, no acumulado deste ano, houve aumentos consideráveis nas quantidades físicas importadas de resinas termoplásticas (31,5%), fibras sintéticas (20,8%) e produtos químicos diversos (5,0%). Esses grupos enfrentam dificuldades de competitividade e importações predatórias, o que ameaça a fabricação nacional em segmentos estratégicos para o país.

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No período de janeiro a maio de 2023, as exportações de produtos químicos totalizaram US$ 6,3 bilhões e 5,8 milhões de toneladas, registrando quedas de 11,9% e 9,2%, respectivamente. Essa situação é resultado das crescentes dificuldades comerciais, como a autorização de operações e o recebimento de pagamentos das vendas feitas à Argentina, que é o principal parceiro comercial brasileiro nesse setor.

Fátima Giovanna Coviello Ferreira, Diretora de Economia e Estatística da Abiquim, destaca que, apesar da redução do déficit comercial nos primeiros cinco meses de 2023, o aumento significativo das quantidades físicas adquiridas em grupos estratégicos nos últimos meses pressiona a indústria instalada e ameaça a fabricação nacional. Ela aponta que a retirada do Regime Especial da Indústria Química (REIQ) e os cortes tarifários, aliados às reduções na Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) para resinas termoplásticas, têm impactado negativamente esses grupos. No entanto, Fátima Giovanna destaca a oportunidade de transformar esse cenário por meio do Programa Gás para Empregar, anunciado pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), que pode tornar o Brasil mais competitivo e atrair investimentos represados, contribuindo para a reindustrialização do país, uma das metas do governo atual.

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