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Vazamento de dados: como setores de varejo, financeiro e saúde são principais alvos de ciberataques no Brasil

De acordo com o Banco Central (BC), o processo deve acelerar ainda mais as compras digitais, permitindo que os consumidores deixem suas contas salvas nos sites de compras online
(Foto de Karolina Grabowska no Pexels)

Um levantamento realizado pela empresa de cibersegurança SafeLabs revelou que os negócios do varejo são os principais alvos de vazadores de dados e estelionatários na internet, representando 35% dos casos de vazamentos de informações sensíveis. Logo em seguida, estão as instituições financeiras, com 27% dos ataques virtuais, seguidas pelo setor de saúde, atingido em 13% dos casos.

Os três setores compartilham uma característica comum: o armazenamento de dados sensíveis. Varejistas, bancos e empresas de pagamento detêm informações de cartões de crédito e débito, que são frequentemente alvo de fraudes financeiras. Hospitais, clínicas e laboratórios, por sua vez, armazenam dados de diagnósticos que podem ser utilizados em outros tipos de golpes.

No Brasil, é comum que criminosos explorem dados vazados para aplicar novos golpes. Segundo a SafeLabs, os criminosos vão além do uso de fotos de perfil, obtendo acesso ao nome e aos telefones de familiares, o que confere maior credibilidade ao solicitar um empréstimo fraudulento.

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Os vazamentos e golpes foram identificados pela plataforma Mantis, que busca por bancos de dados roubados e mensagens de phishing, um esquema em que criminosos usam iscas para enganar pessoas na internet. O termo “phishing” provém do inglês “fishing” (pescaria), pois os criminosos tentam atrair as vítimas como se estivessem pescando.

As pesquisas apontam que, por meio de canais no Telegram e fóruns online, os estelionatários conseguem acesso a dados pessoais de terceiros, até mesmo de dentro de presídios.

Informações pessoais vazadas são frequentemente utilizadas para abrir contas em fintechs pouco conhecidas, criar cartões de crédito e obter acesso indevido a recursos. No Brasil, a maioria dos golpes virtuais é praticada por criminosos com conhecimento limitado em informática.

Empresas responsáveis pelo armazenamento de dados podem ser responsabilizadas por danos causados por informações vazadas sob sua guarda, conforme estabelecido pela LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) e o Código de Defesa do Consumidor. No entanto, caso ocorra um vazamento de dados pessoais, os prejuízos normalmente recaem sobre o cliente.

A SafeLabs destaca que os proprietários de negócios podem reforçar a segurança adotando mecanismos de detecção de comportamentos anômalos, como tentativas de acesso em horários ou locais atípicos. Descartar dados de contas inativas e manter sistemas operacionais e softwares atualizados também são medidas essenciais para prevenir ataques.

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