investimento e ação urgentes necessários para alcançar metas climáticas globais através da energia renovável

(Foto de Los Muertos Crew no Pexels)

Novo estudo da Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA) destaca a urgência de corrigir o curso das metas climáticas globais. De acordo com o relatório divulgado esta semana, apesar do recorde de adição de capacidade renovável em 2022, com cerca de 300 GW, a distância entre o progresso atual e o necessário continua a crescer.

Para manter o aquecimento global dentro do limite de 1,5ºC, o mundo precisa adicionar uma média de 1.000 GW de capacidade de energia renovável anualmente até 2030 e aumentar significativamente o uso direto de energias renováveis nos setores de uso final.

O estudo ressalta a necessidade de maior ambição global na implantação de energias renováveis, impulsionada por infraestrutura física, políticas e regulamentações, além de destacar a importância das capacidades institucionais e da força de trabalho. A IRENA enfatiza que concentrar-se nos facilitadores de um sistema dominado por energias renováveis pode ajudar a superar as barreiras estruturais que impedem o avanço na transição energética.

O relatório propõe três pilares fundamentais para realinhar a transição energética global com os objetivos climáticos. São eles: construir a infraestrutura necessária e investir em escala para acomodar novos locais de produção, padrões comerciais e centros de demanda; promover uma arquitetura política e regulatória que facilite investimentos direcionados e melhore os resultados socioeconômicos e ambientais; e realinhar estrategicamente as capacidades institucionais para garantir que as habilidades e capacidades estejam alinhadas com um sistema de energia que integre uma parcela significativa de energias renováveis.

Investir em energia é essencial para impulsionar a transição, evitando o risco de ativos ociosos. Segundo o Cenário de Energia Planejada, modelo de referência do estudo da IRENA, estima-se um investimento setorial acumulado de US$ 103 trilhões entre 2023 e 2050. Cerca de 60% desse investimento será destinado a tecnologias de transição, com foco principalmente em energias renováveis, eficiência energética, eletrificação, hidrogênio e remoção de carbono. No entanto, 40% dos investimentos planejados ainda estão direcionados aos combustíveis fósseis.

Para alcançar os objetivos climáticos, é necessário acelerar a implantação de energias renováveis tanto na geração de energia quanto nos setores de uso final. A eletrificação dos setores de uso final e a melhoria da eficiência energética também demandam atenção.

Apesar dos investimentos em tecnologias de transição energética terem atingido níveis recordes em 2022, totalizando US$ 1,3 trilhão, ainda há uma lacuna significativa em relação aos investimentos necessários para alcançar a meta de 1,5°C.

Além disso, é crucial um investimento considerável para criar um ambiente propício à transição energética, incluindo o financiamento de políticas e medidas e o fortalecimento das capacidades locais por meio de treinamento, por exemplo.

Vale ressaltar que os investimentos realizados até o momento estão concentrados em poucos países e regiões, o que dificulta o alcance da meta de 1,5°C. Para que a transição energética se torne global, é fundamental expandir o acesso ao financiamento.

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