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Líderes de bancos centrais buscam aperto monetário para combater inflação alta

Foto: Freepik

Os principais líderes dos bancos centrais globais reafirmaram a necessidade de uma política monetária mais rígida para controlar a inflação crescente, mas acreditam que isso pode ser alcançado sem desencadear recessões.

Em um encontro anual de banqueiros centrais organizado pelo Banco Central Europeu (BCE) em Sintra, Portugal, o presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, não descartou novos aumentos de juros nas próximas reuniões do banco central dos Estados Unidos. Enquanto isso, a presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, confirmou as expectativas de um aumento nas taxas de juros em julho, afirmando que tal movimento é “provável”.

Powell destacou a necessidade de uma política monetária mais restritiva por um período mais longo: “A política monetária não tem sido suficientemente restritiva por tempo bastante”. Ele também mencionou que o mercado de trabalho dos EUA precisa desacelerar ainda mais para aliviar a pressão sobre os preços, apesar de reconhecer a possibilidade de uma recessão. No entanto, ele afirmou que essa não é a perspectiva mais provável.

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Lagarde enfatizou que a economia estagnada da zona do euro pode entrar em recessão total este ano, mas ressaltou que essa não é a expectativa principal do BCE. Ela destacou a necessidade de mais ações para combater a inflação: “Ainda temos um longo caminho a percorrer. Não estamos vendo evidências suficientes de que a inflação subjacente, especialmente os preços domésticos, esteja se estabilizando e diminuindo”.

Enquanto isso, o presidente do Banco da Inglaterra, Andrew Bailey, comentou que o recente aumento inesperado de 50 pontos-base na taxa de juros britânica refletiu uma economia resiliente e uma inflação persistente. Ele ressaltou que o banco central britânico não prevê uma recessão no momento e enfatizou a disposição de tomar as medidas necessárias para reduzir a inflação.

Por outro lado, o presidente do Banco do Japão, Kazuo Ueda, apresentou uma perspectiva diferente, afirmando que o banco central japonês consideraria a possibilidade de alterar sua política monetária relativamente mais frouxa se houvesse uma aceleração da inflação em 2024 após um período de moderação. Apesar da inflação estar acima de 3%, o Banco do Japão mantém uma política monetária frouxa devido à inflação subjacente que continua abaixo da meta de 2%.

Os líderes dos bancos centrais buscam equilibrar as medidas para controlar a inflação sem prejudicar o crescimento econômico, levando em conta os diferentes desafios enfrentados por cada região.

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