Nesta terça-feira(08), os contratos futuros de minério de ferro sofreram uma queda, revertendo os ganhos iniciais, devido aos dados comerciais desanimadores vindos da China. Essa situação aumentou a pressão sobre as autoridades para que adotem medidas de estímulo mais concretas. Além disso, os cortes na produção de aço continuam exercendo uma influência negativa sobre o mercado.
O contrato mais ativo para janeiro na Dalian Commodity Exchange, na China, fechou o dia com uma pequena queda de 0,3%, cotado a 716,0 iuanes (99,26 dólares) por tonelada. Isso marca o quarto dia consecutivo de baixa.
Na Bolsa de Cingapura, o minério de ferro de referência para setembro apresentou um recuo de 0,4%, chegando a 100,6 dólares por tonelada. Dados alfandegários revelaram que as importações de minério de ferro da China em julho diminuíram 2% em comparação ao mês anterior. Essa queda está relacionada às restrições de sinterização em Tangshan, o principal centro de produção de aço, que reduziram a demanda pelo principal ingrediente siderúrgico.
No panorama geral, as exportações do país tiveram uma queda de 14,5% em julho em relação ao ano anterior, enquanto as importações diminuíram 12,4%. Esses números representam a maior queda nos embarques da segunda maior economia do mundo desde fevereiro de 2020.
A economia chinesa teve um crescimento mais lento no segundo trimestre, devido à demanda enfraquecida tanto interna quanto externamente. Isso levou os principais líderes a se comprometerem com mais medidas de apoio durante a reunião do Politburo no mês passado.



