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“Short Selling” declinando: queda de 65% em Wall Street

Vendas de Short Sellers dispencam em Wall Street
(Foto: Keenan Constance/Pexels)

No cenário de investimentos de Wall Street, uma categoria famosa por identificar problemas em empresas e apostar contra elas, conhecida como short sellers, está enfrentando um dos anos mais desafiadores em mais de uma década. Esses investidores, que buscam lucrar ao expor falhas nas empresas e apostar contra elas antes de divulgar suas descobertas publicamente, estão sofrendo com a presença de traders de ameaças regulatórias.

O renascimento dessa indústria, que foi sugerido por ataques recentes a nomes como Carl Icahn, Gautam Adani e Jack Dorsey, ainda não se concretizou. Investidores ativistas operando como short sellers estão enfrentando uma série de obstáculos, incluindo a influência volátil das “ações meme”, que têm o poder de transformar a sorte de ações consideradas fracassadas da noite para o dia.

Além disso, o início de possíveis regulamentações e um mercado de ações que desafia as previsões de queda, mesmo com o aumento agressivo das taxas de juros, têm contribuído para uma diminuição de mais de um terço no número de novas campanhas ativistas de short sellers desde 2020.

Segundo a Diligent Market Intelligence, o atual ano caminha para se tornar um dos mais fracos em termos de atividade de short selling desde pelo menos 2013, com uma notável queda de 65% desde o pico da indústria há oito anos.

Uma investigação em curso pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos em relação a diversos nomes proeminentes da indústria também está desempenhando um papel crucial nessa situação, de acordo com praticantes do setor.

Esses fatores, somados ao desafio de operar em um mercado de alta, estão impactando a estratégia de vendas a descoberto. “Essa estratégia em um mercado em alta é ainda mais difícil”, afirma Porter Collins, co-fundador da Seawolf Capital em Nova York, cuja atuação foi retratada no filme “A Grande Aposta”.

Embora o aumento das taxas de juros teoricamente seja benéfico para os investidores que operam vendidos, pressionando empresas endividadas e não lucrativas, o renovado apetite dos investidores por risco tem reduzido os retornos dessas estratégias nos Estados Unidos para uma média de 4,2% neste ano, conforme dados da Diligent. Esse percentual se aproxima do mínimo registrado desde 2013.

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