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Expectativas de inflação na Zona do Euro aumentam, diz BCE

A inflação, excluindo alimentos, energia, álcool e tabaco - que é observada de perto pelo BCE como uma métrica melhor da tendência subjacente - caiu para 4,5%, em comparação com 5,3%, a maior queda desde agosto de 2020.
Foto: Divulgação

De acordo com uma pesquisa recente do Banco Central Europeu (BCE), as expectativas dos consumidores em relação à inflação na zona do euro nos próximos anos aumentaram, alimentando preocupações de que o declínio no crescimento dos preços possa permanecer acima da meta estabelecida pelo banco.

O BCE tem tomado medidas agressivas nos últimos meses, aumentando os juros em todas as nove últimas reuniões, elevando-os para o seu patamar mais alto em mais de duas décadas. No entanto, diante da rápida deterioração das perspectivas de crescimento econômico na região, as autoridades do BCE estão agora ponderando a possibilidade de uma pausa nas altas de juros, o que levanta questões sobre o controle da inflação.

Os resultados da Pesquisa de Expectativas do Consumidor do BCE revelam que as expectativas de inflação para um horizonte de três anos avançaram para 2,4% em julho, em comparação com 2,3% em junho. Isso supera a meta de inflação de 2% estabelecida pelo BCE.

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Enquanto isso, a mediana das expectativas de inflação para os próximos 12 meses permaneceu em 3,4%. Este dado marca uma interrupção na tendência de declínio constante que vinha sendo observada desde a primavera no hemisfério norte.

Embora o BCE tenha previsto uma desaceleração acentuada da inflação este ano, existe a preocupação de que a desinflação nos anos seguintes seja mais lenta do que o esperado, com alguns especialistas alertando sobre a possibilidade de uma “última etapa” prolongada da desinflação, o que poderia manter a inflação distante da meta estabelecida.

No mercado, as expectativas indicam uma inflação de longo prazo em torno de 2,6%, sinalizando a falta de confiança dos investidores na disposição do BCE de adotar medidas suficientes para aliviar as pressões inflacionárias.

Por outro lado, a pesquisa revelou que os consumidores continuam a prever uma contração econômica no horizonte e rebaixaram as expectativas de crescimento para os próximos 12 meses, passando de -0,6% para -0,7%.

No entanto, as expectativas de desemprego permaneceram inalteradas, apesar de um leve desaceleramento no crescimento da renda nominal, com o BCE observando que a queda na expectativa de crescimento da renda nominal foi mais acentuada entre os entrevistados com renda mais baixa.

Os mercados, por sua vez, atribuem apenas 25% de chance a um aumento das taxas em 14 de setembro. No entanto, ainda há expectativas de um aumento de 25 pontos-base para 4% antes do final do ano, seguido de cortes nas taxas a partir de meados de 2024. O cenário continua incerto, com a equipe do BCE monitorando de perto os desenvolvimentos econômicos na zona do euro.

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