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Dívidas de famílias brasileiras caem pela segunda vez no ano

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O endividamento das famílias brasileiras registrou uma queda pelo segundo mês consecutivo, apontando uma leve melhora na situação financeira dos consumidores em agosto. No entanto, ao mesmo tempo, o número de pessoas com dívidas atrasadas e aquelas que não acreditam ser capazes de quitá-las aumentou. Esses são os resultados da Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada nesta terça-feira (5) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

O índice de endividamento caiu de 78,1% para 77,4% em agosto, atingindo seu menor patamar desde junho de 2022. Nos últimos 12 meses, essa redução foi de 1,6 ponto percentual.

É importante destacar que a classificação de “endividado” se aplica a pessoas que têm compromissos financeiros a vencer, independentemente de estarem com pagamentos atrasados. A pesquisa abrange diversas modalidades de dívidas, incluindo cartão de crédito, cheque especial, carnês de loja, crédito consignado, empréstimo pessoal, entre outros.

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Tanto em relação ao mês quanto ao período acumulado de 12 meses, houve uma queda no endividamento em todas as faixas analisadas pela CNC.

A economista responsável pela Peic, Izis Ferreira, apontou dois fatores que contribuíram para essa redução: uma inflação mais baixa em comparação com o ano anterior e um mercado de trabalho que tem absorvido trabalhadores com menor nível de instrução, proporcionando uma folga no orçamento das famílias e reduzindo a necessidade de recorrer ao crédito para consumo.

No entanto, enquanto o endividamento diminuiu, o número de inadimplentes, ou seja, pessoas com contas em atraso, aumentou. Esse índice atingiu 30% em agosto, igualando o resultado de dezembro de 2022.

Além disso, a pesquisa mostrou um aumento na proporção de consumidores que não acreditam que conseguirão pagar suas dívidas atrasadas, atingindo 12,7%, o maior valor desde o início da série histórica em janeiro de 2010. Esse cenário afeta principalmente aqueles com renda de até três salários mínimos.

O cartão de crédito foi identificado como a principal modalidade de dívida, afetando 85,5% dos consumidores endividados, seguido por carnês (17,1%), crédito pessoal (9,2%), financiamentos de carro (7,9%) e financiamentos imobiliários (7,5%).

A CNC estima que a proporção de endividados continue a cair nos próximos meses, chegando a aproximadamente 77% entre setembro e outubro. No entanto, prevê que o endividamento poderá voltar a subir no final do ano, encerrando 2023 próximo aos 78% do total de famílias endividadas.

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