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Eletrobrás vende complexo termoelétrico de Candiota

A reação positiva dos investidores se deve à troca do diretor financeiro da companhia.
Foto: Divulgação

A Eletrobrás anunciou recentemente a finalização da assinatura do contrato para a venda do complexo termoelétrico de Candiota, situado em Candiota no Estado do Rio Grande do Sul, para o grupo Âmbar Energia, por um valor de R$ 72 milhões. Este empreendimento, o único ativo movido a carvão do grupo, é detido pela Eletrobrás CGT Eletrosul e possui uma capacidade instalada de 350MW.

Em um comunicado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a empresa destacou a importância dessa operação no contexto da busca pela redução das emissões de CO2 e pela meta de atingir a neutralidade de carbono até o ano de 2030. O complexo termoelétrico  de Candiota, sozinha, representa aproximadamente um terço das emissões totais da Eletrobrás.

Com base nos registros de junho de 2023 e no valor proposto para a alienação, a Eletrobrás prevê um impacto contábil negativo de cerca de R$ 56 milhões para o terceiro trimestre do mesmo ano devido a venda do complexo termoelétrico .

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Em paralelo, como parte do plano de otimização societária, a Eletrobrás forneceu detalhes sobre duas negociações em curso com o grupo Âmbar Energia, envolvendo ativos detidos em conjunto com a Eletrobrás.

A primeira negociação envolve a aquisição de 51% das participações da Âmbar Energia em dois ativos de transmissão, nas SPEs Vale do São Bartolomeu (VSB) e Triângulo Mineiro Transmissora (TMT), por R$ 574 milhões (Equity Value). Ambas as SPEs têm previsão de dívida líquida próxima a zero na data de conclusão da operação, com receitas anuais permitidas (RAPs) homologadas para o ciclo 2023-2024 de R$ 49 milhões e R$ 53 milhões, e concessões vigentes até outubro de 2043 e agosto de 2043, respectivamente.

“É importante ressaltar que a negociação do complexo termoelétrico representa um aprimoramento das condições originais de opção de compra e venda dos ativos. Estas opções, estabelecidas em 2013, previam que a Âmbar Energia poderia vender suas participações para Furnas Centrais Elétricas, enquanto a Eletrobras Furnas teria o direito de adquiri-las. A CELGpar tem um prazo para exercer sua preferência na VSB, conforme os termos do acordo de acionistas em vigor”, afirma a empresa.

A segunda negociação refere-se a uma opção de compra de 51% das seis SPEs de geração eólica não operacionais do complexo Baleia, em favor da Brasilventos Energia (BVE), subsidiária de Furnas, pelo valor simbólico de R$ 1 (um real). Estas SPEs não possuem dívidas e detêm o direito de recebimento em uma ação de cobrança de indenização securitária. Os valores estão sujeitos a discussão e serão definidos após as negociações, beneficiando ambos os acionistas (Âmbar Energia e Eletrobrás).

A Eletrobrás destaca que estas iniciativas estão alinhadas ao seu plano estratégico, que visa a simplificação da estrutura, a redução de passivos e o objetivo de atingir emissões zero de CO2 até 2030. Importante mencionar que a empresa continua com diversas outras iniciativas em consonância com o seu plano estratégico, incluindo a conclusão da venda do parque térmico a gás, anunciada em comunicado ao mercado em 7 de julho de 2023.

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