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Venda da The Body Shop: uma nova estratégia para a Natura?

(Foto: Divulgação)

A semana começou com uma notícia bombástica no mundo dos negócios: a Natura está considerando vender a The Body Shop. A decisão vem após a venda da Aesop para a L’Oréal há alguns meses. O desafio é significativo, dado o atual desempenho financeiro da The Body Shop. De acordo com o Brazil Journal, há uma consciência crescente dentro da Natura de que a marca britânica necessita de uma revitalização intensa e focada.

O Itaú BBA estima que a The Body Shop pode valer cerca de R$ 3,2 bilhões hoje, um valor bastante reduzido em comparação com o 1 bilhão de euros desembolsado pela Natura em 2017. No entanto, o mercado reagiu positivamente à notícia, elevando as ações da Natura em 2%. A expectativa é que, ao se desfazer da marca britânica, a Natura possa concentrar seus esforços na América Latina e integrar ainda mais suas operações com a Avon.

The Body Shop: uma marca com história e valor

Fundada em 1976 por Anita Roddick, a The Body Shop ganhou reputação por sua abordagem ética e sustentável na indústria de cosméticos. A empresa, que começou com uma pequena loja vendendo produtos em embalagens reutilizáveis, expandiu-se para se tornar um líder global em produtos de beleza naturais e éticos.

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Ao longo dos anos, a marca construiu uma forte identidade ligada a valores como o comércio justo e a proibição de testes em animais. A sua ligação com o Brasil é notável, com Anita Roddick explorando alternativas econômicas para as comunidades indígenas, como o estabelecimento de uma cadeia de fornecimento de castanhas, contribuindo assim para o programa de Comércio Justo Comunitário.

A The Body Shop também se destacou por suas campanhas ativistas, trabalhando em colaboração com o Greenpeace e outras ONGs em diversos projetos ambientais e sociais ao redor do mundo. A marca não temeu a controvérsia, utilizando cânhamo em alguns de seus produtos e assumindo uma postura firme sobre questões de sustentabilidade e justiça social.

Crescimento e desafios

A empresa viu uma expansão significativa com a aquisição da brasileira Empório Body Store em 2013, ampliando ainda mais seu portfólio e presença no mercado. Seus produtos, que incluem a popular linha de manteigas corporais e cosméticos orgânicos certificados, são vendidos em milhares de lojas em mais de 65 países.

A venda para a Natura em 2017 marcou um novo capítulo na história da The Body Shop. No entanto, a marca enfrenta desafios significativos, com uma queda de receita de 12,5% no segundo trimestre deste ano. A necessidade de revitalização é evidente, e a possível venda pode ser uma oportunidade para a Natura reajustar sua estratégia e focar em mercados onde tem uma presença mais forte.

A possível venda da The Body Shop seria um movimento significativo no mundo dos negócios de beleza. Resta ver como a Natura irá navegar por este cenário e que tipo de futuro espera a The Body Shop. Uma coisa é certa: a marca tem uma história rica e uma forte identidade, que será fundamental em qualquer estratégia futura.

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