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Impacto do trabalho e renda na saúde mental feminina

(Foto: Yan Krukau/Pexels)

Iniciar uma discussão sobre a satisfação de vida das mulheres brasileiras é urgentemente necessário, conforme apontado por uma nova pesquisa da Think Olga. O estudo, lançado no final de agosto, revela que apenas 30% das mulheres no Brasil estão satisfeitas com suas vidas, destacando uma crise profunda na saúde mental feminina no período pós-pandemia.

De acordo com o levantamento, quase metade das entrevistadas já foram diagnosticadas com algum transtorno mental, como depressão ou ansiedade. Além disso, uma grande porcentagem atribui esta deterioração da saúde mental a desafios relacionados ao gênero, trabalho e remuneração. Os dados mostram que apenas 22% estão satisfeitas com seu trabalho, citando baixos salários, excesso de trabalho doméstico e falta de reconhecimento como principais fatores de estresse. A pressão financeira é outro ponto crítico, com 48% das mulheres indicando que as dificuldades financeiras são uma fonte significativa de angústia.

Relatório Think Olga 2023

O relatório elaborado pelo Laboratório de Inovação da Think Olga fornece uma análise mais detalhada da situação. As participantes foram solicitadas a avaliar diversas áreas de suas vidas, desde relações amorosas até situação financeira, em uma escala de 0 a 10. Infelizmente, as notas mais altas foram apenas 3,2 para relações amorosas e as mais baixas foram atribuídas à situação financeira, com uma pontuação média de 1,4.

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Outras áreas avaliadas também receberam notas baixas, indicando um nível generalizado de insatisfação e estresse. Isso inclui a relação com a família (3,0), autoestima (2,7), e saúde emocional (2,4). A capacidade de equilibrar diferentes aspectos da vida recebeu uma nota média de 2,1, demonstrando as inúmeras pressões que as mulheres enfrentam atualmente.

O estudo, conduzido entre 12 e 16 de maio, entrevistou 1.078 mulheres brasileiras. As participantes representam uma ampla gama de fundos sociais e identidades raciais, com uma margem de erro de 3%. A maioria reside na região Sudeste, são brancas e têm mais de 50 anos. É digno de nota que mais da metade das entrevistadas são mães, adicionando uma camada adicional de responsabilidade e potencial estresse a suas vidas.

Agentes de Mudança

A Think Olga, juntamente com sua organização irmã, Think Eva, está na vanguarda da sensibilização para as questões de gênero no Brasil e no mundo. Ambas usam comunicação, tecnologia e educação como ferramentas principais para incitar mudanças positivas na vida das mulheres. Enquanto a Think Olga se concentra em trabalhar com a sociedade civil, a Think Eva foca em colaborações com o setor privado, criando soluções inovadoras para problemas antigos e novos.

Os dados recentes divulgados pela Think Olga iluminam uma crise crescente na saúde mental das mulheres brasileiras. Enquanto a nação continua a recuperar-se dos efeitos da pandemia, é vital que se dê atenção à saúde mental e ao bem-estar das mulheres, agora mais do que nunca. Com esforços colaborativos e estratégias inovadoras, organizações como Think Olga e Think Eva estão liderando o caminho para um futuro mais igualitário e justo.

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