Desenrola: 924 credores aderem à nova fase

Foto: Reprodução/Internet

O Ministério da Fazenda anunciou que 924 credores aderiram voluntariamente à segunda fase do Programa Desenrola. Essa etapa visa a renegociação de dívidas de até R$ 5 mil, concentrando-se em empresas que representam 86% dos débitos nessa faixa de valor em todo o país.

O prazo de adesão encerrou na terça-feira (12). Agora, os débitos passarão por uma filtragem com base nos critérios estabelecidos para esta segunda fase do Desenrola. Serão elegíveis para renegociação dívidas os devedores que possuem renda de até dois salários mínimos ou que estejam inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico).

A faixa 1 do Desenrola abrange tanto a renegociação de dívidas bancárias, como cartões de crédito, quanto dívidas não bancárias, como concessionárias de água, energia, gás e crediário em comércio. Na próxima semana, está previsto um leilão no sistema de negociação desenvolvido pela B3, a bolsa de valores brasileira.

Os débitos serão agrupados por tipo de dívida e os credores que oferecerem os maiores descontos serão selecionados para participar do processo de renegociação, recebendo aproximadamente R$ 7,5 bilhões do Fundo Garantidor de Operações (FGO) do Tesouro Nacional.

Em julho, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, estimou que os recursos do FGO permitiriam a renegociação dívidas de até R$ 30 bilhões em débitos na segunda fase do programa. No entanto, o valor final renegociado pode ser ainda maior. Aqueles credores que não forem contemplados com a ajuda do FGO poderão participar da renegociação na plataforma, mas com descontos menores.

Para aderir à renegociação na faixa 1, os devedores precisarão possuir uma conta no Portal Gov.br com nível prata ou ouro. O login no portal único de serviços do governo federal é uma condição necessária para acessar a plataforma de leilões.

Na primeira fase do Desenrola, em vigor desde julho e abrangendo a faixa 2, instituições financeiras renegociaram débitos de qualquer valor com devedores que possuíam renda de até R$ 20 mil e não estavam no CadÚnico. Isso possibilitou a renegociação de imóveis e veículos, por exemplo.

De acordo com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), desde 17 de julho, foram renegociados R$ 11,7 bilhões em dívidas com instituições financeiras. O número de contratos renegociados chega a 1,6 milhão, beneficiando 1,25 milhão de clientes. Além das renegociações, a faixa 2 regularizou o nome de 6 milhões de pessoas com débitos de até R$ 100 vencidos até 31 de dezembro do ano passado.

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