Banco Central explora IA no combate a crimes Financeiros

(Foto: Pedro França/Agência Senado)

O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, destacou o papel da inteligência artificial (IA) no combate à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo. Em um seminário que marcou os 25 anos da lei contra esses crimes, realizado na segunda-feira (4/12), Campos Neto abordou tanto as oportunidades quanto os desafios trazidos pela IA nessa área. Ele ressaltou que, apesar dos avanços tecnológicos, as novas ferramentas também podem ser utilizadas para fins ilícitos.

Campos Neto fez um balanço dos esforços do Brasil no combate a esses crimes, citando o alinhamento com diretrizes internacionais da Organização das Nações Unidas (ONU) e da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Ele enfatizou o compromisso contínuo do Brasil em reprimir crimes financeiros e a colaboração do BC com órgãos de controle.

O presidente do BC mencionou a evolução do Brasil na utilização de tecnologias para rastrear a origem de recursos ilegais, apontando o potencial das novas tecnologias em tornar a prevenção e o combate a atividades ilícitas mais eficazes. Ele também destacou a cooperação bem-sucedida entre o BC, a Polícia Federal, o Ministério Público e outros órgãos de controle, que resultou em avanços significativos.

Campos Neto informou que, desde a implementação da lei, o BC realizou 33 milhões de comunicações ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), com 5,5 milhões apenas no último ano. O orgão, criado em 1998, é responsável por monitorar operações financeiras suspeitas e recebe informações de transações acima de determinados valores das instituições financeiras.

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