Afastamentos do trabalho por transtornos mentais sobem 38%

afastamentos do trabalho por transtornos mentais
(Foto: Mikhail Nilov/Pexels).

As empresas brasileiras demonstram sinais preocupantes em termos de saúde. Uma pesquisa com 8.980 trabalhadores revela que 48% estão em risco de transtornos mentais, 44% sofrem de insônia, e 60% apresentam sedentarismo ou obesidade. Este estudo aponta também que cresceram os afastamentos do trabalho por transtornos mentais. A pesquisa foi realizada pela Pipo Saúde e incluiu profissionais de diversos setores como tecnologia e varejo.

De acordo com Thiago Liguori, Chief Medical Officer da Pipo Saúde, o termo “risco de doença” foi utilizado na pesquisa para indicar a possibilidade de transtornos como ansiedade ou depressão, necessitando de avaliação profissional para diagnóstico.

Crescimento dos afastamentos

Segundo o Ministério da Previdência Social, em 2023, houve um aumento de 38% nos benefícios concedidos por incapacidade devido a transtornos mentais. Foram 288.865 benefícios, comparados aos 209.124 de 2022. Esses dados incluem afastamentos temporários e permanentes.

Liguori aponta que a pandemia contribuiu para a redução do estigma em torno dos transtornos mentais, resultando em mais pessoas buscando ajuda. Além disso, o aumento do estresse e da carga de trabalho nas empresas também impactou negativamente o bem-estar mental dos colaboradores.

Desafios nas organizações

A pesquisa da Pipo Saúde de 2023 mostra que apenas 36,2% das empresas com até 500 colaboradores oferecem algum benefício de saúde mental. Liguori ressalta a falta de treinamento adequado para líderes no acolhimento de colaboradores com problemas de saúde mental, apesar de ser uma prioridade entre CEOs.

A necessidade de ação

Conforme afirma Liguori, palestras sobre saúde mental nas empresas são apenas um primeiro passo. É essencial avançar no diagnóstico e tratamento adequado. O estudo “People at Work 2023” do ADP Research Institute, que ouviu 32.612 trabalhadores globalmente, incluindo 1.412 no Brasil, revela que a maioria não se sente preparada para discutir saúde mental no trabalho sem julgamento.

Claudio Maggieri, general manager para a América Latina da ADP, observa que, apesar da crescente preocupação com a saúde mental no trabalho, nem todas as organizações mantêm o mesmo nível de atenção e cuidado.

Assim também, Liguori enfatiza que cuidar da saúde mental dos colaboradores é uma responsabilidade ética e uma estratégia inteligente para um ambiente de trabalho produtivo e sustentável. Marcela Ziliotto, da Pipo Saúde, reitera a importância de investir na saúde mental dos colaboradores para melhorar a eficiência e o bem-estar no ambiente de trabalho.

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