Pesquisar
Close this search box.
conteúdo patrocinado

Brasil: forte na China, fraco nos demais mercados globais

Brasil: forte na China, fraco nos demais mercados globais
(Foto: Markus Winkler/Pexels).

O Brasil registrou uma atuação notável no comércio exterior em 2023, especialmente no que se refere às relações com a China. Os dados revelam que o Brasil ascendeu para a sétima posição entre os maiores fornecedores do gigante asiático, com vendas que alcançaram o patamar de US$ 122,4 bilhões, um acréscimo de 11,8% em comparação com o ano anterior. Este avanço ocorreu mesmo diante de uma redução de 5,9% nas importações totais da China, elevando a participação brasileira de 4% para 4,8% no total das importações chinesas. No entanto, se tratando de fornecimento para outros gigantes no mercado global, o país não tem tanto espaço.

O Brasil nos rankings de importação

Fora da China, a situação é menos favorável. Nos demais nove maiores mercados de importação globais, o Brasil luta para se estabelecer como um fornecedor de destaque, geralmente posicionando-se da 14ª colocação para baixo. Em 2023, houve progressos modestos em apenas três desses mercados: China, Japão e Reino Unido, enquanto em importantes destinos como Estados Unidos (o maior importador mundial), Coreia do Sul, Índia e Itália, observou-se uma regressão nas posições ocupadas pelos produtos brasileiros.

Diversificação das exportações

O Brasil enfrenta o desafio crônico de diversificar suas exportações além das commodities. Soja, petróleo bruto e minério de ferro constituem os pilares da pauta exportadora brasileira, representando uma parcela expressiva das vendas externas. Esta concentração em commodities é uma faca de dois gumes, proporcionando robustez às exportações para mercados como o chinês, onde há grande demanda por tais produtos, mas também limitando a penetração em mercados que buscam uma gama mais variada de bens e serviços.

conteúdo patrocinado

Nearshoring nos EUA

A estratégia de nearshoring adotada pelos Estados Unidos, privilegiando fornecedores mais próximos como México e Canadá, coloca o Brasil em uma posição desafiadora. Embora haja uma reconfiguração das cadeias de suprimentos globais, as oportunidades para o Brasil aumentar a participação no mercado americano parecem limitadas. Especialistas sugerem que o país deve focar em fortalecer suas vantagens comparativas, ao invés de tentar competir em áreas onde não possui a mesma competitividade.

Pauta exportadora brasileira

A dependência de commodities na pauta exportadora brasileira traz à tona discussões sobre a necessidade de diversificação. Alguns especialistas veem a concentração em commodities como uma manifestação das vantagens comparativas do Brasil. Por outro lado, há quem argumente que diversificar mais poderia atenuar a volatilidade das receitas de exportação. Essa diversificação também poderia abrir portas para novos mercados. Avançar para a inclusão de produtos manufaturados e de alta tecnologia no leque exportador é desafiador. No entanto, essa estratégia é considerada crucial para fortalecer a posição do Brasil em mercados que são tanto dinâmicos quanto avançados tecnologicamente.

conteúdo patrocinado

MAIS LIDAS

conteúdo patrocinado
conteúdo patrocinado