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Gol e Azul: entenda os três obstáculos que complicam a fusão

Fusão entre Gol e Azul enfrenta barreiras operacionais e de mercado.
Setor aéreo mostra recuperação com aumento de passageiros
(Foto: Divulgação/Zurich Airport).

A ideia de uma possível fusão entre as companhias aéreas Gol e Azul ganhou destaque recentemente, especialmente diante do processo de recuperação judicial da Gol nos Estados Unidos. A empresa procura novas formas de capitalização para manejar uma dívida que alcança R$ 20 bilhões.

Segundo a Bloomberg, as discussões envolvem uma troca de ações por meio da Abra, holding que controla Gol e Avianca. Esta negociação seria parte da estratégia para permitir a entrada de um novo investidor, ajudando a Gol a concluir seu processo de recuperação judicial.

Apesar do interesse mútuo, uma fusão não seria simples. Os principais obstáculos são econômicos, operacionais e concorrenciais. Economicamente, uma das grandes interrogações é sobre quem controlaria a empresa resultante e como seria alocada a dívida da Azul, que atualmente soma R$ 23,2 bilhões.

 

Do ponto de vista operacional, o principal problema é definir quem estaria à frente da estratégia da nova empresa. A diferença entre as frotas das companhias complica ainda mais a integração. A Gol utiliza exclusivamente aeronaves Boeing, enquanto a Azul conta com modelos tanto da Embraer quanto da Airbus.

No cenário concorrencial, a fusão entre Gol e Azul poderia enfrentar resistências das autoridades regulatórias, como a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). A preocupação é que a união resulte em menos concorrência no mercado, levando a um aumento nos preços e diminuição nas opções para os consumidores.

“Vai cortar rota e subir preço, com o cliente saindo perdedor. Difícil aprovar um negócio desse”, expressou uma fonte do setor. A possibilidade de ter de vender ativos ou abandonar rotas são alguns dos “remédios amargos” que poderiam ser exigidos pelo Cade.

Além disso, as duas empresas juntas possuíam, em fevereiro, 59,9% do mercado de passageiros domésticos e 11,9% do internacional, segundo dados da Anac. Essa concentração de mercado é vista com preocupação pelos reguladores, pois poderia reduzir a competição efetiva.

A complexidade da gestão também aumentaria com a diversificação da frota. A Abra atualmente gerencia uma frota que é metade Boeing e metade Airbus, o que já proporciona algum poder de negociação com fabricantes. A entrada de mais modelos poderia, porém, complicar ainda mais essa gestão.

A análise da situação pelo mercado é cautelosa. A Ativa, uma casa de análise, apontou que, embora 70% das rotas da Azul não se sobreponham às da Gol, ambas as empresas têm um forte poder de precificação. Uma fusão ampliaria esse poder, mas não sem dificuldades de convencer o Cade da viabilidade do negócio sem a implementação de medidas restritivas.

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