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Sinônimo de bem-estar social, a Suécia é agora ‘terra dos super-ricos’

Cenário de negócios atrai super-ricos no país

Bilionários na Suécia. (Imagem: Pixabay/Pexels)
Bilionários na Suécia. (Imagem: Pixabay/Pexels)

A Suécia é conhecida mundialmente por seus altos impostos e igualdade social. No entanto, nas últimas três décadas, o país experimentou um boom de super-ricos. Em 1996, havia apenas 28 pessoas com patrimônio superior a 1 bilhão de kronos. Em 2021, esse número saltou para 542, segundo o jornal Aftonbladet. Entenda abaixo como o país se tornou a terra dos bilionários.

Crescimento dos super-ricos

A Suécia, com uma população de apenas 10 milhões, tem uma das maiores proporções de bilionários per capita. A Forbes listou 43 suecos com patrimônio de US$ 1 bilhão ou mais em 2024, cerca de quatro bilionários por milhão de pessoas. Nesse sentido, esse número é o dobro da proporção nos EUA.

Bilionários na Suécia encontram um ambiente de negócios favorável

Além disso, o ambiente fiscal favorável é um fator crucial para a permanência dos bilionários na Suécia. O governo de coalizão de direita adotou políticas que congelaram quase todas as taxas sobre grandes fortunas e reduziram os tributos empresariais. Jesper Roine, professor da Escola Superior de Economia de Estocolmo, comenta que isso só é possível devido ao alto patamar de renda da população e ao bem estabelecido colchão social.

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Impacto das startups

O próspero cenário tecnológico contribuiu para o aumento dos bilionários na Suécia. O país produziu mais de 40 startups unicórnios nas últimas duas décadas. Empresários fundaram iniciativas como Skype, Spotify, King e Mojang na Suécia. Nesse sentido, o empresário Ola Ahlvarsson atribui o sucesso à redução de impostos sobre computadores domésticos nos anos 1990 e à forte cultura de colaboração entre startups.

Políticas monetárias e impostos

As baixas taxas de juros desde o início da década de 2010 facilitaram empréstimos, levando muitos suecos a investirem em propriedades e startups tecnológicas. Andreas Cervenka, jornalista do Aftonbladet, destaca que sucessivos governos ajustaram impostos de forma a favorecer os ricos. Ademais, a Suécia eliminou impostos sobre a riqueza e heranças na década de 2000, e as taxas sobre lucros e dividendos são mais baixas que os impostos sobre salários.

Concentração de riqueza

A lista de bilionários da Suécia revela uma concentração de riqueza nas mãos de homens brancos, apesar da grande população imigrante e das políticas de igualdade de gênero. De tal maneira, o mais recente levantamento da Forbes mostrou 542 bilionários no país, com uma riqueza equivalente a 70% do PIB. Stefan Persson, da H&M, e Daniel Ek, do Spotify, são alguns dos bilionários de destaque.

Investimentos de impacto

Além disso, empresários suecos estão cada vez mais reinvestindo suas fortunas em startups de impacto. Nesse sentido, no ano passado, milionários destinaram 74% do financiamento de capital de risco para startups suecas e empresas de impacto, a maior porcentagem da UE. Niklas Adalberth, cofundador da Klarna, investiu US$ 130 milhões na Fundação Norrsken, apoiando empresas focadas em melhorar a sociedade e o ambiente.

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