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Juros do cartão de crédito rotativo chegam a 423% ao ano

Inadimplência permanece estável em abril

Cartão de crédito Cartão de crédito -Stephen Phillips /Unsplash) - transações
(Imagem: Stephen Phillips/Unsplash)

Os juros médios cobrados pelos bancos nas operações com cartão de crédito rotativo aumentaram de 421,3% ao ano em março para 423,5% ao ano em abril, conforme informou o Banco Central nesta segunda-feira (27). Este é o maior índice registrado desde dezembro de 2023, quando atingiu 442,1% ao ano.

Em abril, a taxa de inadimplência média nas operações de crédito permaneceu estável em 3,2%, o maior nível desde novembro de 2023, que foi de 3,4%. Para pessoas físicas, a inadimplência se manteve em 3,6% no mês, enquanto para empresas, houve um aumento de 2,5% para 2,6% de março para abril.

Desde janeiro, está em vigor a decisão que limita a dívida total no cartão de crédito rotativo. Por essa regra, se a dívida inicial for de R$ 100, o valor total do débito, incluindo juros e encargos, não pode ultrapassar R$ 200. O custo do IOF está excluído deste cálculo. A norma é válida apenas para débitos contraídos a partir de janeiro.

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Apesar desta medida do Conselho Monetário Nacional (CMN) que limita a dívida no cartão de crédito rotativo, houve um aumento de 2,2 pontos percentuais nos juros em abril.

Juros bancários   

Em abril, a taxa média de juros cobrada pelos bancos em operações de crédito para pessoas físicas e empresas apresentou uma leve queda de 0,1 ponto percentual, fechando em 40,4% ao ano. Calculamos esta taxa com base em recursos livres, sem incluir setores como habitacional, rural e BNDES.

Para as empresas, os juros subiram de 20,9% ao ano em março para 21,3% ao ano em abril. Já nas operações com pessoas físicas, houve uma redução de 53,4% ao ano em março para 53% ao ano em abril. No cheque especial, a taxa para pessoas físicas aumentou de 128,1% ao ano em março para 129,9% ao ano em abril de 2024.

Crédito bancário

O volume total do crédito bancário em mercado, segundo o Banco Central, aumentou 0,2% em abril, alcançando R$ 5,89 trilhões. Em dezembro do ano passado, esse valor era de R$ 5,79 trilhões. O aumento de 0,9% no crédito para pessoas físicas, totalizando R$ 3,6 trilhões, impulsionou esse crescimento, enquanto o crédito para pessoas jurídicas diminuiu 0,9%, totalizando R$ 2,2 trilhões.

O saldo do crédito livre às famílias cresceu 0,8% no mês passado e 8,9% em doze meses, atingindo R$ 2 trilhões. Sendo assim, o aumento foi mais expressivo no crédito não rotativo, que cresceu 0,8% no mês e 9,2% em doze meses.

Bancos e credenciadoras independentes, conhecidas como maquininhas, discutem intensamente os juros do cartão de crédito rotativo. O parcelamento sem juros no cartão de crédito, com prazos longos, é um ponto de divergência: os bancos são contrários, enquanto a equipe econômica e as credenciadoras defendem essa prática.

O consumidor aciona o crédito rotativo quando não consegue pagar o valor total da fatura do cartão de crédito na data de vencimento. Então, os analistas recomendam evitar essa linha de crédito e orientam que os consumidores paguem a fatura integralmente todos os meses para evitar altos juros.

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