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XP adquire participação minoritária da Manchester

Acordo marca o terceiro investimento após novas regras da CVM

XP adquire participação minoritária da Manchester Investimentos
Eduardo Cubas (sócio e diretor de alocação), Henrique Baggenstoss (CEO) e Lucas Pereira (Sócio e diretor institucional). (Foto: Deise Lennert).

A XP Investimentos assinou uma proposta para adquirir uma fatia minoritária da Manchester Investimentos. A Manchester, uma assessoria ligada à rede, possui R$ 16 bilhões sob custódia na plataforma e atende mais de 20 mil clientes. Este é o primeiro acordo desse tipo em 2024 e o terceiro após a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) regulamentar a entrada de sócios capitalistas nos negócios dos antigos agentes autônomos. A regulamentação entrou em vigor em meados de 2023, conforme a resolução 178.

Desde a implementação do novo marco regulatório, a XP fechou investimentos em empresas como SVN, Ável, Blue3 e Fami Capital. Esta última é uma união entre Faros e Messem, que desistiram do plano de ter uma corretora “light” conectada à instituição. Incluindo a Monte Bravo, que seguiu adiante com seu projeto de CTVM, os ativos sob custódia das assessorias com acordos societários com a XP somam cerca de R$ 160 bilhões. Esse valor representa 14,5% dos R$ 1,1 trilhão que a companhia tinha ao fim de março.

 

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Parcerias e competição

As parcerias da XP fornecem liquidez para que os escritórios possam investir na expansão. Além disso, essas parcerias ajudam a reter escritórios relevantes, afastando a ameaça da concorrência, especialmente do BTG Pactual. O BTG já foi mais agressivo na disputa por esses ativos.

Bruno Ballista, sócio da XP responsável pelo canal de distribuição externo e relacionamento com clientes, afirmou: “Essa é uma operação emblemática na rede porque a Manchester tem muita tradição, presença geográfica e qualidade, uma empresa com a qual temos parceria e alinhamento de longa data. Eles conseguem entregar um ecossistema completo para assessores de investimentos e para os clientes. E com crescimento. Ao longo dos anos, há uma perspectiva de geração futura de valor enorme.”

Ballista não revelou a porcentagem adquirida nem as condições do acordo. No entanto, a XP alterou sua estratégia inicial de adquirir quase metade dos negócios. A nova abordagem visa “dar espaço para o empreendedor fazer outras rodadas para monetizar a operação com outros sócios.”

Diego Gonsalez, chefe-comercial do B2B da XP, disse que a empresa está atenta a novas oportunidades dentro da rede, buscando um portfólio complementar de investimentos. “Há uma diligência grande na alocação de capital, queremos executivos empreendedores comprometidos com o crescimento na companhia.”

Em geral, uma parceria societária inclui uma injeção de recursos imediata, com uma parcela mais importante à medida que o escritório atinge o plano pactuado.

Planos de expansão da Manchester

A Manchester pretende usar os recursos para ampliar sua equipe e buscar aquisições estratégicas. A meta é atingir R$ 18 bilhões sob custódia até o final de 2024 e R$ 50 bilhões em quatro anos, segundo Henrique Baggenstoss, executivo-chefe do grupo.

Com 330 profissionais atualmente, a Manchester planeja incrementar sua equipe com novos assessores, atração de profissionais de bancos premium e consolidação de escritórios com ativos entre R$ 500 milhões e R$ 2 bilhões. Até 2024, o objetivo é adicionar 300 pessoas.

“Há escritórios que não oferecem ainda a solução completa, com crédito, câmbio, ‘offshore’, mercado de capitais ou ‘wealth’ para entregar, só que o cliente está demandando isso”, afirmou Baggenstoss. “E o setor vai passar por um período forte de consolidação que a gente pretende participar.”

Reforço e expansão regional

Lucas Pereira, sócio da Manchester responsável por expansão, explicou que a empresa está de olho em escritórios que precisam de suporte para usufruir de uma estrutura já existente. A assessoria já é relevante no Sul e Sudeste do Brasil e planeja reforçar a presença em cidades desses estados e avançar pelo interior.

Fundada em 1967, em Joinville (SC), como corretora, a Manchester participou das aberturas de capital da WEG e da Cônsul no final dos anos 60. Em 2007, a Manchester vendeu sua carteira para a XP e se transformou em uma assessoria da rede.

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