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Confiança do comércio cai 0,2% em maio após quatro meses de alta

Queda foi registrada após sucessivos aumentos mensais

25 de março - Movimentação comércio - consumidor
(Imagem: Rovena Rosa/Agência Brasil)

O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) registrou uma leve queda de 0,2% em maio em comparação a abril, conforme dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). A retração ocorre após quatro meses consecutivos de crescimento, com o índice alcançando 106,9 pontos, ainda acima dos 100 pontos que delimitam a zona de satisfação.

Dois dos três componentes do Icec apresentaram crescimento na passagem de abril para maio. O componente de avaliação das condições atuais, no entanto, caiu 2,1%, atingindo 79,9 pontos. O recuo foi observado nos itens economia (-2,3%), setor (-2,1%) e empresa (-2,1%).

Segundo a CNC, “o indicador referente à confiança nas condições atuais da empresa (97,1 pontos) alcançou o menor nível desde julho de 2021, revelando uma insatisfação dos varejistas com seus negócios, algo que não acontecia desde dezembro do ano passado”.

Expectativas e investimentos

Apesar da queda geral, o componente das expectativas dos comerciantes aumentou 0,2% em maio, chegando a 139,5 pontos. Houve uma melhora nas percepções sobre a economia (0,1%) e empresa (0,4%), enquanto a avaliação do setor manteve-se estável (0,0%).

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Felipe Tavares, economista chefe da CNC, afirmou em nota oficial que, “apesar de tímido, o aumento indica que há esperança dos varejistas na melhoria das condições econômicas nos próximos meses”.

O componente das intenções de investimentos também registrou um crescimento de 0,9% em maio, alcançando 101,5 pontos. Houve aumentos nas intenções de contratação de funcionários (1,9%) e estoques (1,1%), apesar de uma ligeira queda no quesito empresa (-0,4%).

Cautela e Crédito

A CNC avalia que os comerciantes estão mais cautelosos em relação às expectativas do mercado de crédito, especialmente com as perspectivas de cortes mais brandos na taxa básica de juros, a Selic, pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central.

“Ao contrário dos consumidores, eles não estão conseguindo ajustar os orçamentos das empresas, uma vez que a inadimplência destas permanece acima do nível observado no ano anterior, aumentando de 2,4% para 3,2% entre março de 2023 e 2024, encarecendo seus custos e dificultando o acesso a novos recursos. O saldo da carteira de crédito com recursos livres das pessoas jurídicas apresentou recuo de 0,7% no primeiro trimestre de 2024”, citou a CNC.

A CNC destacou ainda que, “o fator positivo foi o aumento da intenção de contratação de funcionários, principalmente, dentre os empresários de bens semiduráveis”. Segundo a pesquisa, 63,7% dos empresários pretendem aumentar o quadro de empregados. É o maior percentual do ano, sugerindo que os resultados positivos observados no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho (Caged) devem continuar.

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