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Dia dos Namorados 2026 concentra compras na reta final e amplia disputa no comércio

A maior parte dos consumidores ainda não comprou presentes para o Dia dos Namorados 2026. Entenda por que a reta final virou o momento mais estratégico para o comércio e os serviços.
Dia dos Namorados 2026: casal sentado em escadaria com balões vermelhos em formato de coração, símbolo da data comemorativa.
Pesquisa indica que 75% dos consumidores ainda não compraram presentes para o Dia dos Namorados 2026. (Foto: Reprodução)

O Dia dos Namorados 2026, marcado para esta sexta-feira (12/06), ainda deve levar milhões de brasileiros às compras nas próximas horas e reforçar uma característica importante da data: a concentração das decisões de consumo na reta final. Pesquisa da QuestionPro em parceria com o Instituto Locomotiva aponta que 91% das pessoas em relacionamento pretendem gastar com a comemoração.

O dado ganha relevância porque 75% dos entrevistados afirmaram que ainda não compraram presentes. Isso mantém aberta uma parcela significativa do consumo esperado e amplia a disputa entre lojas, restaurantes, plataformas digitais e prestadores de serviços.

A concentração das compras nos dias finais costuma elevar o fluxo de consumidores, acelerar campanhas promocionais e aumentar a importância da conveniência na decisão de compra.

Dia dos Namorados 2026 ainda tem a maior parte do consumo por acontecer

A pesquisa mostra que apenas 16% dos entrevistados já compraram presentes, enquanto outros 75% seguem avaliando opções. Além disso, 9% afirmam que não pretendem gastar com a data.

Para o comércio, esse comportamento cria uma oportunidade relevante nos dias que antecedem a comemoração. Grande parte da demanda permanece disponível até os momentos finais, especialmente em categorias ligadas a presentes de compra rápida.

Entre os itens mais citados como presentes durante o Dia dos Namorados 2026 aparecem:

  • Roupas e acessórios (57%);
  • Chocolates (41%);
  • Cosméticos e perfumes (35%);
  • Café da manhã e produtos gourmet (33%);
  • Calçados (29%);
  • Flores (23%).

A diversidade de categorias amplia a concorrência entre segmentos diferentes do varejo, já que o consumidor pode substituir um presente por outro conforme o orçamento, promoções ou facilidade de entrega. Fatores como o aumento dos preços devido à inflação das compras de última hora também influenciam.

Restaurantes e experiências disputam espaço com os presentes

A movimentação econômica da data não se limita ao varejo tradicional. Além dos presentes, muitos consumidores pretendem direcionar parte do orçamento para experiências e momentos de lazer.

Entre os gastos complementares mais mencionados para o Dia dos Namorados 2026 estão:

  • Comer fora (37%);
  • Cinema, passeio ou motel (30%);
  • Almoço ou jantar especial em casa (16%).

O dado indica que restaurantes continuam entre os principais beneficiados pelo Dia dos Namorados, especialmente os voltados a ocasiões especiais. Além disso, entre quem pretende sair para comer, churrascarias e restaurantes italianos aparecem na liderança das preferências.

Isso faz com que a disputa pelo consumo aconteça em diferentes frentes ao mesmo tempo, envolvendo alimentação, entretenimento, turismo e serviços pessoais.

Viagens receberam 18% das menções, enquanto serviços de relaxamento, spa, salão de beleza e massagens foram citados por 16% dos entrevistados.

O que a pesquisa revela sobre o consumo dos brasileiros durante o Dia dos Namorados 2026

Mais do que medir intenção de compra, os números ajudam a mostrar como o orçamento destinado à data vem sendo distribuído.

O avanço da intenção de gasto em relação ao levantamento anterior sugere uma disposição maior para celebrar a ocasião, mesmo em um cenário de presentes mais caros, em que consumidores continuam avaliando preços e alternativas.

No caso do Dia dos Namorados 2026, a principal oportunidade continua concentrada justamente nos consumidores que ainda não decidiram o que comprar. Com a maior parte das compras pendentes, os próximos dias devem definir quais segmentos conseguirão capturar a parcela mais relevante do consumo ligado à data.

Foto de Moisés Freire Neto

Moisés Freire Neto

Moisés Freire Neto é jornalista formado pela Faculdade Estácio e pela Universidade Estadual do Ceará (UECE), com atuação em economia e negócios. Integra as equipes editoriais do Economic News Brasil e do J1, veículos que compõem o Sistema BNTI de Comunicação. Sua atuação é fundamentada em sólida experiência em jornalismo editorial e comunicação institucional.

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