A produção de biometano no Brasil ganhou um novo indicador de relevância em 2025. A GNR Fortaleza, operação desenvolvida pela Marquise Ambiental em parceria com a MDC Energia, produziu 21,8 milhões de Nm³ do combustível renovável ao longo do ano, volume equivalente a aproximadamente 20% da produção nacional.
O resultado, divulgado no Relatório de Impacto Socioambiental 2025 do Grupo Marquise, reforça o papel da operação cearense em um mercado considerado estratégico para a transição energética. Além disso, para a ampliação da oferta de combustíveis renováveis no país.
“A sustentabilidade precisa estar incorporada à forma como a empresa toma decisões, se relaciona com as comunidades e projeta o futuro. É um alicerce do nosso crescimento e dos vetores direcionais dos nossos negócios”, afirma Carla Pontes, co-CEO do Grupo Marquise.
Mais do que um indicador ambiental, o número mostra como energia renovável passou a ocupar posição central dentro de uma estratégia que também reúne logística, recursos hídricos, habitação e mobilidade urbana.
Produção de biometano no Brasil ganha espaço na estratégia de crescimento
O biometano é produzido a partir do aproveitamento do biogás gerado pela decomposição de resíduos sólidos urbanos. Na prática, materiais que antes representavam apenas custo de destinação passam a gerar um combustível comercializável capaz de abastecer indústrias, frotas e redes de distribuição de gás.
A operação da GNR Fortaleza já responde por cerca de 15% do gás comercializado no Ceará, ampliando a participação de fontes renováveis na matriz energética estadual. O resultado ajuda a explicar por que a produção de biometano no Brasil vem ganhando relevância dentro das estratégias de expansão energética e descarbonização.
Além da geração de energia, a operação contribuiu para evitar a emissão de mais de 416 mil toneladas de CO₂ equivalente. Consolidando, assim, o empreendimento como um dos principais ativos da Marquise Ambiental.
Resíduos urbanos passam a gerar novos ativos econômicos
A produção de energia faz parte de uma cadeia mais ampla de valorização de resíduos operada pela Marquise Ambiental.
Segundo o relatório, a empresa registrou:
- Recebimento de 803 toneladas de recicláveis nos ecopontos;
- Produção de 3,6 mil toneladas de composto orgânico;
- Produção de 36,8 mil mudas nativas no CTTR de Fortaleza.
O conjunto das operações mostra que o aproveitamento dos resíduos deixou de ser apenas uma atividade de destinação final para se transformar em uma fonte de produtos com valor econômico.
“Quando tratamos resíduos com tecnologia, planejamento e responsabilidade, deixamos de olhar para o descarte como fim de ciclo e passamos a enxergá-lo como início de uma cadeia de valor”, afirma Paulo Marcelo Santana, co-CEO do Grupo Marquise.
A lógica reforça uma mudança que vem ganhando espaço no setor. Em vez de encerrar o ciclo econômico, os resíduos passam a alimentar atividades ligadas à reciclagem, compostagem. E, além disso, geração de energia renovável, criando as bases para a expansão da produção de biometano no Brasil.
Infraestrutura amplia presença do grupo em setores estratégicos
O relatório também evidencia que o crescimento do Grupo Marquise não está concentrado em uma única área de atuação.
A companhia participa de projetos considerados estratégicos para o desenvolvimento econômico regional, incluindo a Ferrovia Transnordestina e a construção da usina de dessalinização de Fortaleza.
Os dois empreendimentos atuam em frentes diferentes, mas compartilham um objetivo semelhante: ampliar a capacidade logística e a segurança hídrica em uma região que busca atrair novos investimentos produtivos.
A expansão da M.Lar no segmento de habitação econômica segue a mesma lógica de crescimento associada à infraestrutura urbana e à ampliação da oferta habitacional.
Produção de biometano no Brasil reforça estratégia de diversificação
O avanço do biometano ocorre em paralelo à presença do Grupo Marquise em outros setores ligados ao desenvolvimento regional. O relatório destaca a participação da companhia em projetos como a Ferrovia Transnordestina e a usina de dessalinização de Fortaleza, iniciativas voltadas à expansão da logística e da segurança hídrica no Ceará.
A estratégia também inclui a atuação da M.Lar em habitação econômica e ativos urbanos como o Shopping Parangaba em Fortaleza. Trata-se de centro que recebe mais de 1 milhão de visitantes por mês e integra ônibus, metrô e VLT em um dos principais polos de circulação da capital cearense.
Nesse contexto, a produção de biometano no Brasil se destaca como um dos resultados mais expressivos da companhia. O volume, portanto, consolida a Marquise Ambiental entre os principais agentes do setor. E, além disso, reforça a transformação dos resíduos urbanos em um ativo econômico capaz de gerar energia, receita e novas oportunidades de expansão.





