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Bradesco reclassifica Eneva e projeta crescimento até 2027

Banco prevê forte crescimento de Eneva até 2027

Bradesco reclassifica Eneva e projeta crescimento até 2027
(Foto: Divulgação/Eneva).

Bradesco BBI, hoje, alterou sua recomendação para as ações da Eneva. Antes neutra, agora recomenda compra. O banco destaca a redução de riscos e a perspectiva de desalavancagem a partir de 2027. Isso ocorrerá com o início das operações da usina térmica Azulão, no Amazonas.

De acordo com o relatório do Bradesco BBI, liderado por Francisco Navarette, a mudança deve gerar uma forte capacidade de geração de caixa para Eneva. Isso pode potencializar oportunidades de crescimento. Em um cenário menos favorável, poderia transformar a empresa em uma relevante pagadora de dividendos.

O banco ajustou o preço-alvo para as ações da Eneva. Elevou de R$ 14 para R$ 16 até o final de 2024. Esse ajuste representa uma valorização potencial de 29% em relação aos preços atuais. Hoje, as ações da Eneva apresentaram alta, negociadas a R$ 12,75.

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Análise do leilão de reserva

Essa avaliação inclui apenas os projetos já contratados e a renovação das usinas térmicas Parnaíba I e III. Estas deverão ser renovadas no leilão de reserva previsto para o final deste ano. Será com um desconto de 20% em relação ao último evento similar em 2021.

O Bradesco está otimista com a renovação. Prevê que a limitada competição e a alta demanda possam sustentar preços de renovação acima das expectativas do mercado.

Crescimento do EBITDA

A previsão do banco para o crescimento do EBITDA da Eneva é de 80% nos próximos quatro anos. Dessa forma, representa um aumento anual de 16%. Essa projeção está acima das expectativas de mercado. Está 4% acima da mediana da Bloomberg para o final deste ano e 16% acima para os anos de 2025 e 2026.

A alavancagem atual da Eneva, medida em 4,1 vezes o EBITDA, não é uma preocupação para o banco. Espera-se, portanto, uma redução progressiva desse indicador para 3,7 vezes em 2025, 3,1 vezes em 2026 e uma queda para 2,1 vezes em 2027.

Além disso, o Bradesco também aponta para os desafios no médio prazo para as geradoras de energia no Brasil. Destaca a sobreoferta que começou no final de 2022 e que deve persistir até pelo menos 2028 ou 2030. Apesar disso, o banco ressalta que a Eneva conseguiu aumentar sua receita fixa nos últimos três anos. Passou de R$ 2 bilhões para R$ 7 bilhões, reduzindo, assim, a volatilidade do fluxo de caixa.

Oportunidades de crescimento

Finalmente, o banco considera que, além dos projetos atuais, há várias oportunidades de crescimento não incluídas no preço-alvo atual. Incluem a aquisição de térmicas da Eletrobras e o desenvolvimento de um projeto de gás natural liquefeito. Este visa atender indústrias nas regiões Norte e Nordeste, substituindo diesel e óleo combustível por alternativas mais limpas.

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