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Como a Temu planeja enfrentar Aliexpress e Shopee no Brasil

Temu aposta em preços baixos e políticas inovadoras para ganhar espaço no mercado brasileiro.
Como a Temu planeja enfrentar Aliexpress e Shopee no Brasil
(Foto: Divulgação/Temu).

A Temu, gerenciada pelo grupo chinês Pinduoduo, ingressou no Brasil com uma proposta de preços competitivos. Após a recente imposição de uma taxa de importação de 20% para produtos abaixo de US$ 50, a empresa promete preços a partir de R$ 1,99 e frete grátis em todos os produtos. Este posicionamento coloca a Temu em paridade com os preços do AliExpress, demonstrando sua disposição para competir.

Perfil da Temu

Como a terceira maior empresa de serviços digitais na Ásia, apenas superada pela Taobao e pelo Douyin, a Temu adota uma abordagem promocional e visual semelhante à Shopee. Além disso, utiliza as cores laranja, vermelho e branco em suas campanhas, buscando uma identificação visual forte no mercado.

Condições comerciais

Durante a compra, a Temu mantém a taxa de ICMS em 17%, mas não aplica os 20% de importação até a oficialização pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Por outro lado, a plataforma insiste que todas as taxas devem ser pagas pelo comprador, uma condição que coloca o consumidor no centro das obrigações fiscais.

Incentivos e políticas de fidelidade

A empresa promete R$ 10 de crédito em caso de atraso na entrega, uma medida que pode exceder o custo do produto adquirido. Para as entregas, a Temu utiliza os Correios e a J&T Express, oferecendo reembolso se não houver atualização no rastreamento por mais de 15 dias. Além disso, apresenta uma política de ajuste de preços que garante a devolução da diferença se o preço do produto cair dentro de 30 dias após a compra.

Segurança e regulação

Em termos de segurança digital, a Temu colaborou com a HackerOne para estabelecer um programa de recompensas que incentiva a identificação de falhas de segurança. Além disso, no âmbito regulatório, aderiu ao programa Remessa Conforme, com recentes mudanças que flexibilizam a exigência de monitoramento de vendedores.

Reações do setor no Brasil

Indústrias e varejistas brasileiros já iniciaram diálogos com a Receita Federal e o Ministério da Fazenda para entender as recentes flexibilizações nas regras de importação. Essas discussões apontam para uma preocupação com o impacto das novas políticas nas operações locais.

A Temu, com suas políticas agressivas de preços e promoções, busca firmar-se no Brasil como uma concorrente de peso no mercado de e-commerce brasileiro. Com estratégias focadas em competitividade e satisfação do consumidor, a empresa promete agitar o setor.

Foto de Larissa Juliana

Larissa Juliana

Larissa Juliana é jornalista formada pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Possui experiência em televisão e mídia digital e integra a equipe do Economic News Brasil, atuando na produção editorial e na cobertura analítica de economia, empresas, inovação e mercado

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