No ano de 2023, a riqueza das pessoas mais ricas do mundo alcançou um novo patamar, chegando a um recorde histórico de US$ 86,8 trilhões (equivalente a R$ 460 trilhões). Assim, isso representa um crescimento de 4,7% em relação ao ano anterior, conforme aponta o relatório “World Wealth Report” da Capgemini.
A população de pessoas com capital superior a US$ 1 milhão (aproximadamente R$ 5,3 milhões), excluindo o valor da residência principal, aumentou para 22,8 milhões. Em quase todos os continentes, houve um aumento na riqueza e no número de ricos. No entanto, a uma exceção da África, onde a queda nos preços das commodities e a redução do investimento estrangeiro tiveram impacto negativo.
No início de 2024, observou-se que os ricos estavam mais dispostos a correr riscos no mercado financeiro. Houve uma redução das reservas de caixa para 25% dos portfólios totais, uma queda em comparação com os 34% registrados em janeiro de 2023. O private equity tornou-se uma escolha popular, com dois terços dos indivíduos ricos planejando aumentar os investimentos neste setor ao longo do ano.
Concentração de riqueza
Indivíduos com patrimônio superior a US$ 30 milhões (cerca de R$ 159 milhões) representam mais de 1% da população rica. Sendo assim, eles detêm 34% da riqueza mundial. Os super-ricos têm uma influência na economia global devido à concentração de capital.
Nilesh Vaidya, diretor global de bancos de varejo e gestão de patrimônio da Capgemini, afirmou: “Os clientes estão exigindo mais de seus gerentes de patrimônio, e as apostas nunca foram tão altas”.
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