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Dólar sobe e fecha a R$ 5,36, no maior patamar desde novembro de 2022

Dólar volta a subir com cenário de juros nos EUA e inflação no Brasil

Dólar
Dólar, a moeda do Estados Unidos da América (Imagem: Valter Campanato/Agência Brasil)

No pregão desta terça-feira (11), o dólar conseguiu reverter o sinal negativo observado pela manhã, fechando em alta de 0,07%, cotado a R$ 5,3605. Esse é o maior patamar da moeda norte-americana desde novembro de 2022, quando fechou em R$ 5,3645. Na máxima do dia, o dólar chegou a R$ 5,3731.

As atenções dos investidores estavam voltadas para o cenário de juros nos Estados Unidos, com expectativa pela decisão do Federal Reserve (Fed) marcada para amanhã. Assim, os analistas consultados pela Reuters projetam que o banco central norte-americano mantenha a taxa de juros inalterada na faixa de 5,25% a 5,50%.

Inflação e juros no Brasil

No Brasil, o principal destaque foi o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de maio, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice registrou uma alta de 0,46%, superando as expectativas do mercado, que projetavam uma variação positiva de 0,42%. No entanto, em abril, o IPCA havia registrado uma alta de 0,38%.

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Com esse resultado, o cenário de juros no país volta a ser discutido. O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou que a inflação de serviços continua sendo uma preocupação devido ao mercado de trabalho ainda apertado. O Brasil registrou uma taxa de desemprego de 7,5% nos três meses encerrados em abril, a menor para o período em 10 anos. Então, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC deve decidir sobre a taxa básica de juros na próxima semana.

O Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira (B3), encerrou o dia com um avanço de 0,73%, aos 121.635 pontos. Com esse resultado, o índice acumulou uma alta de 0,72% na semana, apesar de apresentar uma queda de 0,38% no mês e perdas de 9,35% no ano.

Expectativas internacionais

Nos Estados Unidos, além da decisão do Fed, os dados de preços ao consumidor, previstos para quarta-feira (12), devem mostrar uma desaceleração. Assim, a previsão é que o índice aumente 0,1% em maio, em relação ao ganho de 0,3% em abril.

Outros eventos internacionais que também estão no radar dos investidores incluem a decisão de política monetária do banco central do Japão e as recentes eleições para o Parlamento Europeu, que mostraram um forte avanço da extrema-direita em vários países da União Europeia, como França, Alemanha e Itália.

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