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Por que o México é o novo destino das fintechs brasileiras

Oportunidades crescem na segunda maior economia da América Latina

Por que o México é o novo destino das fintechs brasileiras
(Foto: Divulgação/Nubank).

O México, posicionado como a segunda maior economia da América Latina, está atraindo fintechs e bancos brasileiros para expandirem suas operações. Este interesse deriva não só do tamanho do mercado, mas também de um ambiente favorável ao investimento estrangeiro, especialmente no setor financeiro.

A alta taxa de desbancarização no México representa uma grande oportunidade para as fintechs. Estas empresas podem oferecer soluções inovadoras a uma ampla parcela da população que ainda não é atendida pelos bancos tradicionais.

Benefícios do nearshoring

O país tem aproveitado a política de “nearshoring” dos Estados Unidos, que busca aproximar cadeias produtivas dos mercados consumidores. Essa estratégia fortalece a economia local. Além disso, cria um ambiente propício para o florescimento de novas empresas, inclusive no setor financeiro, que vem ganhando um novo vigor regulatório.

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Crescimento das fintechs no México

Segundo um relatório da Finnovista em parceria com a Visa, o México contava com 773 fintechs locais ao fim do último ano. Esse número representa um aumento expressivo em relação aos 394 de 2019. Adicionalmente, há 217 fintechs estrangeiras, provenientes principalmente dos Estados Unidos, Chile, Colômbia e Argentina. Isso demonstra um ambiente dinâmico e acolhedor para negócios internacionais.

Os segmentos mais ativos incluem empréstimos, pagamentos, remessas e tecnologias para instituições financeiras. Cerca de 60% das fintechs focam em soluções B2B (business-to-business).

Diferenças de mercado

Um levantamento do Bank of America, utilizando dados do Sensor Tower, revelou que existem aproximadamente 19 milhões de usuários ativos de neobancos no México, o que corresponde a 15% da população. Essa proporção é similar ao Brasil de 2018. No entanto, o crescimento no México tem sido mais lento e o mercado mais concentrado. Mercado Pago e Nubank, por exemplo, representam juntos cerca de 60% desse segmento.

 

O México oferece uma oportunidade quase ideal para a internacionalização de fintechs e bancos brasileiros, conforme destacado por Daniela Dutra, líder de soluções para bancos na Capgemini. O país combina estabilidade econômica com baixa bancarização e um sistema financeiro que começou a se abrir recentemente. No entanto, há desafios, principalmente na compreensão do comportamento do consumidor e na baixa educação financeira. Estes fatores podem complicar a concessão de crédito e aumentar os riscos de fraudes.

Assim, enquanto as fintechs brasileiras exploram este mercado de alto potencial, elas também enfrentam a necessidade de adaptar suas estratégias às particularidades locais. Este equilíbrio entre oportunidades e desafios moldará o sucesso das operações brasileiras no México.

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