Kamala Harris atinge US$ 1 bilhão em arrecadação eleitoral

Kamala Harris bate recorde de arrecadação com mais de US$ 1 bilhão em contribuições, superando adversários na corrida eleitoral nos EUA.
Imagem de Kamala Harris abraçando uma criança nos Estados Unidos
(Imagem: divulgação/The White House)

A vice-presidente dos Estados Unidos, Kamala Harris, superou a marca de US$ 1 bilhão em arrecadação em menos de três meses como candidata à presidência. A informação foi revelada pelo New York Times, citando três fontes ligadas à campanha. Esse valor, que inclui contribuições dos comitês partidários, representa um recorde em um período tão curto.

Recorde de arrecadação de Kamala Harris

O montante arrecadado por Kamala Harris, em conjunto com seus comitês partidários, atingiu US$ 1 bilhão em menos de 80 dias. Para efeito de comparação, Donald Trump, o candidato republicano, anunciou uma arrecadação de aproximadamente US$ 853 milhões ao longo de 2024, incluindo as contribuições de seu partido. Nunca um candidato à presidência dos Estados Unidos arrecadou uma quantia tão elevada em tão pouco tempo.

Joe Biden decidiu não buscar a reeleição em 21 de julho, tornando-se o primeiro presidente a tomar essa decisão desde Lyndon Johnson, em 1968. Essa decisão impulsionou as doações para a campanha de Kamala Harris. A substituição de Joe Biden pela vice-presidente gerou uma onda de contribuições online, que rapidamente elevou os números da campanha democrata, especialmente nos primeiros dias de sua candidatura.

Como o bilhão está sendo investido na campanha

O valor de US$ 1 bilhão está sendo direcionado para publicidade digital e televisiva, além de expandir a estrutura de escritórios e equipes em sete estados decisivos. De acordo com as fontes, esse valor inclui a arrecadação para a campanha de Kamala Harris e seus comitês partidários, como o Comitê Nacional Democrata, mas não leva em conta as doações dos “superPACs“. Esses comitês, que podem receber doações ilimitadas, são uma peça-chave na arrecadação de recursos tanto para os democratas quanto para os republicanos.

A campanha de Kamala Harris ainda não divulgou oficialmente os números de setembro. Ela optou por uma estratégia cautelosa para evitar a impressão de que está se gabando dos resultados e, assim, desmotivar novos doadores. A campanha também teme que os “superPACs” republicanos, fortemente financiados por grandes empresários e bilionários, reforcem o caixa de Donald Trump na reta final da campanha.

Kamala Harris e Donald Trump: um embate nas pesquisas

Os esforços de arrecadação de Kamala Harris têm sido importantes, mas as pesquisas mostram uma disputa apertada com Donald Trump. Um levantamento recente do New York Times em parceria com o Siena College indica um empate técnico, com 49% das intenções de voto para Kamala e 46% para Trump, dentro de uma margem de erro de 2,4 pontos percentuais.

Esta é a primeira vez que Kamala Harris aparece numericamente à frente de Donald Trump desde que assumiu a candidatura. Antes, ambos os candidatos estavam empatados, com 47% das intenções de voto logo após o debate de setembro.

Desafios e expectativas para a reta final

Com a reta final das eleições se aproximando, ambos os candidatos intensificam suas atividades em estados-chave, mas o diferencial financeiro pode ser importante. Enquanto Kamala Harris investe em estratégias de comunicação e publicidade, Donald Trump foca em eventos presenciais, como em Scranton, cidade natal de Joe Biden, onde fez críticas à resposta do governo federal ao furacão Helene na Carolina do Norte.

A divulgação dos relatórios de arrecadação de setembro está prevista para este mês. Os dados devem oferecer um panorama mais claro sobre a força financeira de cada candidato para os dias finais de campanha. A arrecadação bilionária de Kamala Harris pode ser um trunfo importante na busca por eleitores indecisos nos Estados Unidos. Enquanto isso, Donald Trump mantém seu foco nas questões econômicas, que ainda pesam nas decisões do eleitorado.

Foto de Marconi Bernardino

Marconi Bernardino

Marconi Bernardino é jornalista formado pela Unifavip Wyden, em Caruaru (PE). Integra a equipe do Economic News Brasil, com atuação na produção de conteúdos analíticos sobre negócios, mercado financeiro e fortunas, além de experiência em jornalismo para televisão e rádio.

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