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Repasse de verbas públicas para ONGs gera polêmica no Senado

Senador Plínio Valério critica repasse de R$ 315,5 milhões para ONGs em 2024, destacando que os recursos deveriam ser priorizados no combate à seca na Amazônia.
Repasse de verbas públicas para ONGs gera polêmica no Senado
(Imagem: Jefferson Rudy/Agência Senado)

O uso de verbas públicas pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) direcionados a organizações não governamentais (ONGs) foi alvo de críticas no Senado nesta quarta-feira (9). O senador Plínio Valério (PSDB-AM) demonstrou preocupação com as verbas públicas repassadas para as entidades em 2024, que já somam R$ 315,5 milhões.

O parlamentar destacou que esses valores são próximos aos R$ 514 milhões alocados para combater a seca na Amazônia Legal. Segundo Valério, essa comparação revela uma falta de priorização das necessidades da população da região.

Repasse de verbas públicas para ONGs gera debate

O senador enfatizou que considera desproporcional o valor destinado às ONGs em comparação com o direcionado a ações como o enfrentamento da seca. Ele defendeu que o governo deve aplicar as verbas públicas em medidas emergenciais para aliviar o sofrimento das comunidades afetadas.

“O que estamos vendo é a nossa gente sofrendo com a estiagem, enquanto as ONGs faturam milhões com dinheiro público que deveria ser destinado a ajudar diretamente quem mais precisa”, criticou Plínio Valério.

O senador expressou sua insatisfação com a forma como os recursos foram destinados, ressaltando que muitas ONGs estão sendo investigadas por desvio de verbas públicas.

Fundo Amazônia em foco

Outro ponto levantado por Plínio Valério foi a destinação de verbas públicas do Fundo Amazônia. O parlamentar afirmou que o fundo aprovou cerca de R$ 1,3 bilhão em projetos, direcionando 80% desse valor para as ONGs. Ele apontou que usaram apenas uma pequena parte dos recursos em iniciativas para combater a seca e a calamidade pública na Amazônia.

“É revoltante ver que, enquanto as ONGs recebem grandes somas de verbas públicas, órgãos técnicos, como a Embrapa, a Funai e o Ibama, recebem muito menos. O senador ressaltou que esses órgãos desempenham um papel crucial na preservação ambiental e no desenvolvimento sustentável, mas mesmo assim, o governo deu prioridade a essas ONGs.

Investigações e CPI das ONGs

O senador também lembrou que a CPI das ONGs, da qual ele fez parte, entregou um relatório final ao procurador-geral da União, Paulo Gonet. O documento inclui investigações sobre o uso dos recursos públicos por ONGs que atuam na Amazônia.

Foto de Vitoria Costa Pinto

Vitoria Costa Pinto

Vitória Costa Pinto, estudante de Comunicação Social na UFBA, iniciou sua carreira em 2019 como redatora. Atuou como social media, gestora de projetos e planejadora de conteúdo, consolidando-se como jornalista em 2024. Apaixonada por política, economia e negócios, acredita no poder transformador da comunicação.

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