Conteúdo Patrocinado
Anúncio SST SESI

Bancos de desenvolvimento elevam meta de financiamento climático para US$ 120 bi até 2030

Bancos multilaterais comprometem-se com US$ 120 bilhões anuais para financiar a transição climática em nações vulneráveis até 2030.
Espaço no qual está acontecendo a COP 29, no Azerbaijão. Bandos de desenvolvimento divulgaram no evento acordo para aumentar meta de financiamento climático.
(Imagem: Divulgação / COP29)

Os maiores bancos multilaterais de desenvolvimento do mundo anunciaram nesta terça-feira (12), durante a COP29, a meta de destinar US$ 120 bilhões anuais para financiamento climático em países em desenvolvimento até o fim da década. Este compromisso destaca a intenção dos bancos de impulsionar a transição sustentável de nações mais vulneráveis, ajudando a reduzir emissões e a enfrentar os efeitos do aquecimento global. No entanto, a meta estabelecida ainda representa um desafio frente aos trilhões necessários anualmente.

Os bancos multilaterais de desenvolvimento (BMDs), incluindo o Banco Mundial, o Banco Europeu de Investimento e o Banco Interamericano de Desenvolvimento, apontam que a capacidade de ampliação desse financiamento climático depende da contribuição de seus acionistas estatais. “Os BMDs não podem ser os responsáveis por arrecadar trilhões; não temos isso em nossos balanços”, afirmou Ajay Banga, presidente do Banco Mundial, em entrevista à Bloomberg TV. Segundo Banga, o papel dos BMDs é facilitar investimentos do setor privado e ajudar a mitigar riscos.

Meta de financiamento climático chega a US$ 120 bi

A meta de US$ 120 bilhões marca um aumento em relação aos US$ 75 bilhões destinados ao financiamento climático para nações em desenvolvimento em 2023 e aos US$ 60,9 bilhões em 2022. Esse montante crescente é um esforço para apoiar países em desenvolvimento que enfrentam dificuldades para financiar suas transições verdes. Durante as duas semanas de negociações na COP29, cerca de 200 países estão discutindo a criação de uma “Nova Meta Quantificada Coletiva” de financiamento climático para substituir o objetivo atual de arrecadar US$ 100 bilhões anuais para ajudar nações pobres.

As propostas de meta incluem valores que chegam a US$ 2 trilhões anuais, e os BMDs desempenham papel central, tanto na liberação de recursos públicos quanto na captação de capital privado adicional. Como parte desse esforço, o Banco Mundial vem simplificando suas garantias e adotando estratégias como financiamentos em moeda local para reduzir o risco cambial e atrair investimentos. Essa abordagem busca reduzir os riscos para investidores privados e viabilizar projetos climáticos em larga escala.

A importância da participação de acionistas estatais

Os BMDs apontam que a ampliação do financiamento climático depende do comprometimento de seus acionistas estatais em contribuir com mais recursos. O grupo, em uma declaração conjunta, reforçou a necessidade de uma maior ambição de seus membros para que os compromissos financeiros sejam realmente alcançados e ampliados. Em 2022, o grupo mobilizou cerca de US$ 58 bilhões em financiamento público e privado, segundo dados da OCDE, representando cerca de 50% do total de financiamento climático disponível para países em desenvolvimento.

A OCDE, no entanto, contabiliza apenas os fundos de nações desenvolvidas, enquanto os valores dos BMDs incluem também recursos de acionistas dos países em desenvolvimento. Esses valores indicam um esforço significativo para aumentar a capacidade de financiamento climático global e atender à crescente demanda por recursos para sustentabilidade.

Parcerias com o setor privado ampliam o impacto

Além do compromisso de US$ 120 bilhões, os BMDs estimam que poderão mobilizar até US$ 65 bilhões em financiamento climático adicional a partir do setor privado até o fim da década. Para alcançar isso, os bancos multilaterais estão buscando parcerias estratégicas com empresas e investidores privados, ampliando o alcance e a eficácia dos recursos direcionados para sustentabilidade.

O compromisso anunciado foi assinado por diversos bancos de desenvolvimento, incluindo o Banco Africano de Desenvolvimento, o Banco Asiático de Desenvolvimento, o Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura e o Banco Europeu para Reconstrução e Desenvolvimento. A adesão desses parceiros indica uma estratégia coordenada para atrair investimentos climáticos e fornecer uma base financeira mais robusta para as transições ecológicas.

Acesse nossos canais
Siga nas Redes Sociais
Leia Também
Conteúdo Patrocinado Anúncio Grupo New
Conteúdo Patrocinado Anúncio BS Cash
Conteúdo PatrocinadoAnúncio Prime Plus
Conteúdo Patrocinado M Dias Branco
Conteúdo Patrocinado
Conteúdo Patrocinado
Conteúdo Patrocinado Anúncio Grupo New
Conteúdo Patrocinado M Dias Branco
Conteúdo Patrocinado Anúncio BS Cash
Conteúdo PatrocinadoAnúncio Prime Plus
Conteúdo PatrocinadoAnúncio Prime Plus
Conteúdo Patrocinado M Dias Branco
Conteúdo Patrocinado Anúncio Grupo New
Conteúdo Patrocinado Anúncio BS Cash
Conteúdo Patrocinado
Conteúdo Patrocinado M Dias Branco
Conteúdo Patrocinado
Conteúdo Patrocinado Anúncio BS Cash
Conteúdo PatrocinadoAnúncio Prime Plus
Conteúdo Patrocinado Anúncio Grupo New