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Histórico: Mercosul e União Europeia firmam acordo de livre comércio

Mercosul e União Europeia oficializam acordo que elimina tarifas, inovações e traz desafios econômicos ao Brasil e à indústria.
Imagem do presidente do Brasil, Luiz Inacio Lula da Silva com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. A foto é para ilustrar uma matéria jornalística sobre o acordo firmado de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia.
Luiz Inácio Lula da Silva com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen (Imagem: Ricardo Stuckert/Presidência da República)
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O tão aguardado acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia foi oficializado nesta sexta-feira (6), após uma reunião histórica durante a cúpula do Mercosul em Montevidéu, Uruguai. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse que o acordo é como uma “vitória para a Europa”. O tratado para reduzir ou eliminar tarifas comerciais, é um marco nas relações entre os dois blocos.

O acordo contempla diversas áreas estratégicas, como cooperação política e ambiental, harmonização de normas sanitárias e fitossanitárias e proteção de direitos de propriedade intelectual. Além disso, abre caminhos para o livre comércio e integração de mercados, promovendo transações e investimentos, especialmente para países do Mercosul.

Uma longa trajetória até a oficialização do acordo entre o Mercosul e a União Europeia

As negociações entre o Mercosul e a União Europeia começaram em 1999, com uma primeira etapa alcançada em 2019. No entanto, desde então, o avanço do acordo de preocupação internacional, especialmente por parte de países da UE que receberam a concorrência de produtos sul-americanos. A França, por exemplo, sempre demonstrou resistência em relação à abertura de mercado, preocupada com o impacto no setor agrícola europeu.

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Nos últimos meses, porém, a Comissão Europeia intensificou os esforços para concluir o tratado. Segundo analistas, a decisão mostra a necessidade de fortalecer alianças comerciais num cenário global cada vez mais competitivo.

A viagem de Ursula von der Leyen ao Uruguai foi um sinal claro da proximidade do acordo. A declaração otimista do presidente antes do encontro, afirmando que o pacto estava “à vista”, preparou o terreno para o anúncio oficial.

O que o acordo traz para o Mercosul e o Brasil?

O acordo comercial tem potencial para transformar as economias dos países do Mercosul, com destaque para o Brasil. De acordo com as projeções do Ipea, o pacto pode gerar um crescimento de 0,46% no PIB brasileiro até 2040, além de aumentar os investimentos externos em 1,49%. Isso se deve principalmente à queda nas tarifas de importação na União Europeia e ao maior acesso a mercados de alto valor.

Outro ponto positivo para o Brasil é o aumento previsto nas exportações, que deverá atingir um ganho de US$ 11,6 bilhões no período. Os setores agrícolas e de commodities, tradicionais na economia brasileira, terão acesso ampliado ao mercado europeu, que é considerado um “mercado premium” por pagar altos preços por produtos de qualidade.

No entanto, o tratado não se limita ao comércio de produtos agrícolas. Ele também inclui medidas para facilitar o acesso das empresas brasileiras aos serviços europeus e a possibilidade de pequenas e médias empresas se beneficiarem do novo ambiente de negócios.

Mercosul: os desafios para setores brasileiros com o acordo com a União Europeia

Apesar do potencial de crescimento, o acordo também apresenta desafios, especialmente para a indústria brasileira. A maior parte das importações da União Europeia consiste em produtos fabricados, o que pode lançar setores industriais no Brasil, já que muitos deles enfrentam altos custos logísticos e operacionais.

A competição com produtos europeus, reconhecidos por sua qualidade e eficiência, exige que os brasileiros busquem maior modernização. Os especialistas alertam que, para aproveitar os benefícios do acordo do Mercosul, o país precisará investir em infraestrutura, digitalização e inovação tecnológica.

O que vem a seguir?

Embora o acordo do Mercosul com a União Europeia esteja firmado, sua implementação depende de uma série de etapas formais, incluindo a aprovação pelos parlamentos dos países membros do Mercosul, pelo Conselho Europeu e pelo Parlamento Europeu. Esse processo pode levar anos, mas o anúncio é um passo importante para consolidar uma das maiores parcerias comerciais do mundo.

Para o Brasil, o momento é de preparação estratégica. O acordo promete oferecer novas oportunidades, mas também requer adaptações para lidar com os desafios que surgirão com a implementação do acordo.

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