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Nicolás Maduro: fortuna, poder e corrupção na Venezuela

Nicolás Maduro inicia o terceiro mandato na Venezuela em meio a acusações de corrupção, crise econômica e êxodo migratório histórico.
Imagem de Nicolás Maduro, presidente da Venezuela para ilustrar uma matéria sobre a posse presidencial, a corrupção no governo e economia do país.
(Imagem: site oficial da Presidência da Venezuela).
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Nicolás Maduro foi empossado para o terceiro mandato consecutivo como presidente da Venezuela, apesar de fortes suspeitas de irregularidades eleitorais e protestos contra sua permanência no poder por mais seis anos. A cerimônia foi organizada pela Assembleia Nacional, controlada por seu partido, no Palácio Federal Legislativo, em Caracas. Enquanto o líder chavista reafirmava sua autoridade, muitos se perguntavam: quem é Nicolás Maduro e qual o valor da fortuna?

Quem é Nicolás Maduro e qual a fortuna do presidente da Venezuela?

Nascido em Caracas em 1962, Nicolás Maduro teve uma origem humilde. Trabalhou como motorista de ônibus e participou de movimentos sindicais, ganhando destaque ao apoiar a libertação de Hugo Chávez após sua tentativa de golpe em 1992.

A partir de então, Nicolás Maduro construiu sua carreira política na Venezuela. Foi deputado, presidente da Assembleia Nacional, Ministro das Relações Exteriores e, finalmente, vice-presidente. Em 2013, após a morte de Hugo Chávez, assumiu a presidência interina e, em seguida, venceu as eleições presidenciais, em meio a fortes questionamentos de irregularidades.

Desde então, ele enfrentou acusações de repressão, cometeu fraudes eleitorais e contribuiu para a deterioração severa da economia venezuelana.

Já a fortuna de Nicolás Maduro é cercada por mistério, mas denúncias internacionais lançam luz sobre esquemas de corrupção atribuídos a membros de sua família. Em 2018, delações apontaram que parentes do presidente da Venezuela desviaram mais de US$ 180 milhões para contas secretas no exterior, usando a estatal de petróleo PDVSA para um esquema que lavou cerca de US$ 1,2 bilhão.

Embora Nicolás Maduro negue as acusações, as investigações reforçam uma imagem de privilégios que contrastam com a dura realidade enfrentada pela maioria dos venezuelanos. Em meio à crise econômica, a suspeita de enriquecimento ilícito agrava a perda de confiança em seu governo, tanto entre a população quanto na comunidade internacional.

A crise econômica na Venezuela

A Venezuela já foi a quarta maior economia do mundo, com um PIB per capita que rivalizava com países como Estados Unidos e Suíça nos anos 1950, devido as grandes reservas de petróleo. No entanto, sob a administração de Nicolás Maduro, o país viu seu Produto Interno Bruto (PIB) cair drasticamente.

O petróleo é o motor da economia venezuelana, representando uma parcela importante do PIB e das exportações. O país possui as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo, estimadas em 303 bilhões de barris. No entanto, a má gestão da PDVSA, combinada com a queda nos preços do petróleo e as sanções internacionais, contribuiu para a derrocada econômica do país. Nos últimos 10 anos, a corrupção na empresa ultrapassou US$ 21,2 bilhões (equivalente a R$ 112 bilhões).

Entre 2013 e 2023, a economia venezuelana encolheu impressionantes 62,5%, com o PIB passando de US$ 258,93 bilhões para US$ 97,12 bilhões. A pior situação ocorreu em 2020, quando a pandemia de Covid-19 causou uma queda de 30% no PIB. Segundo Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, nos últimos dois anos, houve sinais de recuperação, com avanços de 5,5% em 2023 e 9% em 2023. Os números ainda não conseguem reverter os danos acumulados.

Essa crise econômica levou a um colapso social e humanitário. O desemprego, a inflação descontrolada e a escassez de bens básicos obrigaram milhões de venezuelanos a deixarem o país.

A maior migração da história da América Latina

Nos últimos dez anos, cerca de 7,89 milhões de venezuelanos emigraram, configurando o maior movimento migratório da história da região. Desses, 85% buscaram refúgio em países da América Latina, como Colômbia, Peru, Brasil e Chile. O Brasil recebeu mais de 800 mil venezuelanos desde 2017.

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Fechamento da fronteira com o Brasil

No dia de sua posse, Nicolás Maduro ordenou o fechamento da fronteira com o Brasil, interrompendo o fluxo de pessoas e mercadorias entre os dois países. A medida, segundo o Ministério das Relações Exteriores do Brasil, permaneceria em vigor até a segunda-feira seguinte.

O fechamento gerou preocupações, especialmente para migrantes e comerciantes que dependem da passagem entre Pacaraima e a Santa Elena de Uairén. Essa decisão ilustra a postura autoritária adotada pelo governo de Nicolás Maduro, na Venezuela, em momentos de alta tensão política.

Fortuna é oferecida para capturar Nicolás Maduro, presidente da Venezuela

A comunidade internacional intensificou as sanções contra o governo de Nicolás Maduro nos últimos anos na Venezuela. Os Estados Unidos, por exemplo, ampliaram as restrições econômicas e aumentaram a recompensa por informações que levem à captura do ditador venezuelano para US$ 25 milhões, em reais, o valor ultrapassa os 152 milhões. 

Apesar disso, o presidente venezuelano mantém alianças estratégicas com países como Rússia e China, que ajudam a sustentar seu governo.

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