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PIB do Brasil 2T25 desacelera; Selic trava investimentos e consumo

O PIB do Brasil cresceu apenas 0,4% no segundo trimestre de 2025, atingindo R$ 3,2 trilhões, mas a desaceleração já é uma realidade. Enquanto o setor de serviços avança, impulsionado pela digitalização, a indústria e a agropecuária enfrentam desafios. Com juros altos, o consumo das famílias ainda sustenta o crescimento, mas os investimentos caem, refletindo a cautela das empresas. Analistas alertam para a vulnerabilidade do crescimento futuro. Descubra como a política monetária e o cenário externo moldam a economia brasileira e quais são as perspectivas para os próximos meses.
PIB do Brasil cresce 0,4% no 2º trimestre de 2025
PIB do Brasil cresce 0,4% no 2º trimestre, aponta IBGE (Imagem: Canva)
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O aparente vigor da economia esconde sinais de fraqueza. O PIB do Brasil no 2º trimestre de 2025 cresceu 0,4%, conforme dados divulgados nesta terça-feira (2) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em valores correntes, o Produto Interno Bruto (PIB) movimentou R$ 3,2 trilhões, atingindo o maior nível da série histórica iniciada em 1996. Apesar do recorde, o crescimento perdeu força em relação ao avanço de 1,3% no primeiro trimestre e revela o peso da Selic elevada sobre investimentos e consumo.

“Estamos diante de um cenário típico de política monetária restritiva: o crescimento persiste, mas perde vigor justamente onde o crédito é mais decisivo”, analisa o especialista em finanças Pedro Brandão, CEO da CredÁgil.

Panorama geral do PIB do Brasil no 2º trimestre 2025

🏢 Serviços – recorde histórico (+0,6% – cálculo ponderado pelo peso dos subsetores)

  • Atividades financeiras, seguros e serviços relacionados: +1,2%
  • Informação e Comunicação: +1,2% (impulsionadas por softwares)
  • Transporte, armazenagem e correio: +1% (alta no transporte de passageiros)
  • Outras atividades de serviços: +0,7%
  • Atividades imobiliárias: +0,3%
  • Comércio: 0% (estagnação)
  • Administração pública, saúde e educação: -0,4%

⚙️ Indústria – leve alta (+0,5%)

  • Indústria Extrativa: +5,4% (petróleo e gás = 80% do resultado)
  • Eletricidade, gás, água, esgoto e gestão de resíduos: -2,7%
  • Indústrias de Transformação: -0,5%
  • Construção: -0,2%

🌾 Agropecuária – ajuste após salto (-0,1%)

  • 1º tri de 2025: +12,2% (colheitas recordes de soja e milho).
  • 2º tri: -0,1% (efeito base de comparação elevada).

📈 Demanda interna e externa

  • Consumo das Famílias: +0,5%
  • Consumo do Governo: -0,6%
  • Investimentos (FBCF): -2,2% (construção e bens de capital em queda)
  • Exportações: +0,7%
  • Importações: -2,9%

A fotografia é clara: enquanto o setor externo e os serviços sustentam o PIB no segundo trimestre, os investimentos e o consumo do governo puxam para baixo, expondo fragilidades da economia.

Serviços impulsionam o PIB do Brasil, mas comércio fica parado

Segundo Rebeca Palis, coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, o bom desempenho dos serviços reflete o impacto limitado das altas taxas de juros sobre o setor, mas o comércio está mais sensível à perda de fôlego do consumo.

Indústria segura no petróleo, mas transformação perde fôlego

A Indústria avançou 0,5% no trimestre, puxada pela Indústria Extrativa, que cresceu 5,4% com destaque para petróleo e gás, responsáveis por cerca de 80% desse resultado.

Mas a base produtiva segue enfraquecida: Eletricidade, gás, água, esgoto e gestão de resíduos caíram 2,7%, Indústrias de Transformação recuaram 0,5% e a Construção encolheu 0,2%.

O contraste mostra que, sem a força das commodities, o setor industrial teria resultado negativo — evidência da fragilidade estrutural diante dos juros altos e do crédito escasso.

Agropecuária e o PIB do Brasil em ajuste após salto inicial

Depois de crescer 12,2% no 1º trimestre com colheitas recordes de soja e milho, a Agropecuária recuou 0,1% no segundo trimestre. O recuo, no entanto, é explicado pela base de comparação elevada e não por crise setorial.

Segundo Rebeca Palis, do IBGE, 2025 segue sendo positivo para o agro, principalmente quando comparado a 2024, ano em que eventos climáticos derrubaram a produção. O ajuste agora é técnico, após o salto excepcional do início do ano.

Demanda e consumo no PIB do Brasil: famílias resistem, governo corta e investimentos caem

Do lado da demanda, o Consumo das Famílias cresceu 0,5%, sustentado pelo mercado de trabalho e pela resiliência dos serviços. Já o Consumo do Governo caiu 0,6%, refletindo contenção de despesas e ajustes fiscais.

Os Investimentos (Formação Bruta de Capital Fixo) recuaram 2,2%, pressionados pela retração da Construção e pela menor produção de bens de capital. Juros altos e crédito caro explicam a queda.

No setor externo, as Exportações avançaram 0,7%, enquanto as Importações caíram 2,9%, garantindo contribuição positiva para o PIB.

Para Pedro Brandão, o contraste expõe um risco de médio prazo:

“O consumo das famílias ainda dá sustentação ao PIB, mas os investimentos caindo mostram que as empresas estão mais cautelosas. Se essa tendência persistir, o crescimento futuro fica comprometido.”

O que dizem os analistas

Segundo Rebeca Palis, os números confirmam a tendência de desaceleração da economia sob política monetária restritiva. Indústrias de Transformação e Construção são os setores mais afetados pela Selic elevada, enquanto serviços e exportações amortecem o impacto.

Avaliação final: Selic, exportações e perspectivas

Para Pedro Brandão, o resultado do PIB do Brasil no 2º trimestre de 2025 deixa claro que o país está em um ciclo de crescimento moderado, dependente de fatores externos e da trajetória da Selic:

“Com a Selic em patamar elevado, não há espaço para retomada rápida dos investimentos. O crédito seguirá caro e seletivo. A possível redistribuição de produtos que perderam atratividade nas exportações para o mercado interno pode, no curto prazo, reduzir preços e aliviar a inflação. Esse movimento tende a estimular o consumo das famílias, mas é um efeito temporário: assim que novas rotas externas forem firmadas, o alívio nos preços desaparece. O Brasil precisa conciliar inflação controlada, consumo ativo e confiança empresarial para manter crescimento sustentável.”

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