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IPCA de outubro desacelera para 0,09% e tem menor inflação desde maio, aponta IBGE

O IPCA de outubro desacelerou para 0,09%, menor inflação desde maio, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A queda foi puxada pela redução de 2,39% na energia elétrica residencial, que compensou altas em vestuário (+0,51%), saúde (+0,41%) e despesas pessoais (+0,45%). No acumulado do ano, a inflação soma 3,73%, e em 12 meses, 4,68%. O resultado mantém o índice dentro do intervalo da meta do Banco Central do Brasil (BCB) e reforça a expectativa de inflação controlada até o fim de 2025, com espaço para novos cortes da taxa Selic caso as projeções permaneçam estáveis.
IPCA de outubro mostra desaceleração da inflação com energia mais barata.
A redução das tarifas de energia elétrica e a estabilidade dos alimentos levaram o IPCA de outubro à menor inflação desde maio, segundo o IBGE. (Foto: Freepik)

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de outubro desacelerou para 0,09%, representando uma queda significativa frente a setembro, quando estava a 0,48%. O resultado, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (11/11), é referência oficial da inflação para famílias urbanas com renda de 1 a 40 salários mínimos

No acumulado do ano, a inflação oficial soma 3,73%, e no período de 12 meses, 4,68%, o menor resultado desde julho de 2023. A desaceleração foi puxada principalmente pela redução de 2,39% na energia elétrica residencial, item que exerceu o maior impacto negativo do mês (-0,10 ponto percentual).

Energia elétrica e alimentação definem resutlado do IPCA de outubro

A troca da bandeira tarifária vermelha patamar 2 pela vermelha patamar 1, com cobrança adicional menor a cada 100 kWh consumidos, derrubou o custo médio da conta de luz e reduziu o grupo Habitação (-0,30%). Também apresentaram queda Artigos de residência (-0,34%) e Comunicação (-0,16%), enquanto Vestuário (+0,51%), Saúde e cuidados pessoais (+0,41%) e Despesas pessoais (+0,45%) mostraram variações positivas.

Entre os principais componentes da cesta de consumo apresentados no índice de preços ao consumidor:

  • Alimentação e bebidas ficou estável (+0,01%);
  • No domicílio, o arroz (-2,49%) e o leite longa vida (-1,88%) recuaram, compensados por batata inglesa (+8,56%) e óleo de soja (+4,64%);
  • A alimentação fora de casa acelerou, com lanche (+0,75%) e refeição (+0,38%), o que mantém pressão nos serviços.

Regiões e setores que mais influenciaram o Índice de preços ao consumidor

O comportamento regional do IPCA de outubro divulgado pelo IBGE revelou contrastes importantes:

  • Goiânia (+0,96%) teve a maior variação mensal, puxada por energia elétrica (+6,08%) e gasolina (+4,78%);
  • Belo Horizonte (-0,15%) e São Luís (-0,15%) registraram as menores variações, com quedas em combustíveis e energia;
  • Em 12 meses, Vitória (5,39%) e São Paulo (5,17%) lideram os acumulados, enquanto o Rio de Janeiro (3,89%) aparece com a menor inflação entre as capitais.

No recorte setorial, combustíveis (+0,32%) e saúde pessoal (+0,41%) compensaram parte das quedas na habitação. O etanol subiu 0,85%, o gás veicular 0,42% e a gasolina 0,29%, enquanto o diesel recuou 0,46%.

Inflação em desaceleração e expectativa de estabilidade

Segundo o indicador mensal divulgado pelo IBGE, a moderação do IPCA de outubro reforça a tendência de inflação controlada para o quarto trimestre. O índice permanece dentro do intervalo de tolerância da meta do Banco Central do Brasil (BCB), atualmente fixada em 3% com margem de 1,5 ponto percentual. Analistas esperam que o comportamento benigno dos preços consolide o acumulado de 2025 abaixo de 4,5%.

Apesar da trégua nos preços administrados, o núcleo de serviços segue resistente, mantendo atenção sobre o ritmo da política monetária. Para o mercado financeiro, a desaceleração da inflação abre espaço para novos cortes da taxa básica de juros (Selic), mas as próximas decisões dependerão da evolução das expectativas até o fim do ano.

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