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Investimentos estrangeiros no Brasil superam 2024 com US$ 74,3 bi até outubro, aponta BC

Os investimentos estrangeiros no Brasil somaram US$ 74,3 bilhões até outubro, superando todo o volume de 2024 e levando o acumulado em 12 meses a US$ 80,1 bilhões. O avanço ocorre em meio à queda dos juros nos EUA, sucessivos recordes da B3 e maior procura por retorno em mercados emergentes. Energia, infraestrutura, petróleo e gás, mineração e manufatura estão entre os principais destinos desse capital, reforçando a atratividade estrutural do país para projetos produtivos. Saiba mais na matéria completa.
Investimentos estrangeiros no Brasil avançam e superam 2024
Investimentos estrangeiros no Brasil atingem nível raro na série histórica do Banco Central. (Foto: Reprodução)

Os investimentos estrangeiros no Brasil alcançaram US$ 74,3 bilhões até outubro deste ano, ultrapassando o total registrado em todo o ano passado. É o que aponta as estatísticas do setor externo, divulgadas pelo Banco Central (BC) nesta terça-feira (25/11).

Além disso, estudo apontou que o acumulado dos últimos 12 meses chegou a US$ 80,1 bilhões, faixa rara na série iniciada em 1995. E mais, o resultado de outubro ajudou nesse patamar: foram US$ 10,9 bilhões no mês, alta de 64% frente a outubro de 2024, com forte entrada de capital estrangeiro em operações produtivas e participações societárias.

Investimentos estrangeiros no Brasil em meio à valorização da B3

A redução dos juros nos Estados Unidos para a faixa de 3,75% a 4% ao ano diminuiu o retorno dos títulos públicos americanos. Com isso, parte dos investidores passou a buscar mercados emergentes, e os investimentos estrangeiros no Brasil se beneficiaram desse redirecionamento de capital em busca de retorno maior.

Ao mesmo tempo, a B3 acumulou 25 recordes de fechamento em 2025, reforçando o interesse por ações brasileiras. A economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, avalia que “os investidores estrangeiros voltaram a olhar para os mercados emergentes, especialmente para o Brasil, que ainda paga juros reais muito altos”. Essa leitura ajuda a explicar o aumento dos aportes internacionais em ativos locais.

Nesse ambiente, setores listados com grande peso no índice, como bancos, têm se destacado. Além disso, a combinação de juro real elevado e expectativa de cortes futuros estimula a realocação gradual de parte do portfólio da renda fixa para a renda variável. Portanto, apoiando novos investimentos estrangeiros na bolsa de valores do Brasil.

Setores que mais recebem entrada de recursos externos

Do lado da economia real, os investimentos estrangeiros no Brasil se concentram em áreas com horizonte de longo prazo. Energia (incluindo projetos renováveis, como solar e eólica) segue entre os principais destinos, ao lado de petróleo e gás, mineração e infraestrutura de transporte. Também ganham espaço indústria de bens de capital, manufatura e logística, em linha com a busca por escala e demanda estrutural.

Essa entrada de recursos externos não se limita a operações financeiras de curto prazo. Uma parcela relevante sustenta expansão de capacidade produtiva, modernização de plantas industriais, reforço da matriz energética e melhorias na malha logística. Isso tende a apoiar geração de empregos, aumento de exportações e maior competitividade para empresas instaladas no país.

Cenário ampliado para a chegada de capital internacional

Se o ambiente global continuar favorável, os investimentos estrangeiros no Brasil podem ganhar novo impulso nos próximos anos. A combinação de juros internacionais mais baixos, perspectiva de flexibilização monetária doméstica e necessidade de modernização produtiva cria espaço adicional para capital internacional em setores estratégicos.

A forma como o país avançar em estabilidade regulatória, infraestrutura e previsibilidade macroeconômica será decisiva para transformar esse fluxo em crescimento sustentado. Portanto, elevando a produtividade e reforçando o papel do investimento direto na dinâmica da economia brasileira.

Clique aqui e confira as Estatísticas do setor externo divulgadas pelo Banco Central.

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