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IPO da BRK Ambiental marca retorno das ofertas após quase quatro anos

IPO da BRK Ambiental no setor de saneamento básico
IPO da BRK Ambiental destaca o setor de saneamento no mercado de capitais brasileiro.

Após quase quatro anos sem novas estreias na bolsa brasileira, o IPO da BRK Ambiental recolocou o tema das aberturas de capital no centro do mercado, ao protocolar nesta quinta-feira (12) o pedido de registro da oferta pública de ações na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

A oferta foi estruturada como primária e potencialmente secundária, segundo fato relevante divulgado pela companhia. Além disso, a BRK informou que busca adesão ao Novo Mercado da B3, segmento que reúne empresas com padrões mais elevados de governança corporativa. A operação também prevê esforços de colocação no exterior, ampliando o alcance junto a investidores internacionais.

IPO da BRK Ambiental e o contexto do mercado

O pedido ocorre em um cenário ainda cauteloso para novas emissões de ações. Desde 2021, empresas chegaram a sondar investidores, mas a taxa básica de juros elevada e as incertezas econômicas reduziram o apetite por risco. A própria BRK chegou a contratar bancos naquele período, mas optou por não avançar.

Segundo apuração do Valor Econômico, a companhia pode levantar cerca de R$ 2,5 bilhões com a oferta. O valor final dependerá do preço das ações e das condições dos mercados doméstico e internacional, que o processo de registro ainda definirá.

IPO da BRK Ambiental e os números da empresa

A BRK Ambiental atua em serviços de água e esgoto e está presente em mais de 100 municípios, incluindo capitais como Rio de Janeiro, Salvador, Recife e Belo Horizonte. A BRK Ambiental surgiu em 2008, após o spin-off dos ativos ambientais da Organização Odebrecht. Hoje, figura como a segunda maior operadora privada de saneamento do país.

No terceiro trimestre, a companhia registrou receita operacional líquida de R$ 926 milhões, alta de 6,7%, impulsionada pelo reajuste tarifário, novas economias e maior volume faturado. No mesmo período, porém, reportou prejuízo de R$ 35 milhões, atribuído ao aumento das despesas financeiras e a efeitos contábeis de instrumentos derivativos.

Caminho da empresa até a bolsa

Controlada pela Brookfield Asset Management, que detém 70% do capital, a BRK tem os outros 30% nas mãos do fundo de investimentos do FGTS. A assembleia já aprovou o IPO da BRK Ambiental, mas a companhia ainda aguarda o aval final da CVM, da B3 e a definição das condições da oferta.

No mercado, a leitura é que a operação funcionará como um teste para medir a disposição dos investidores em retomar aportes em renda variável. O desempenho do IPO da BRK Ambiental tende a ser acompanhado de perto, pois pode influenciar decisões de outras empresas que aguardam uma janela mais previsível para acessar a bolsa brasileira.

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