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Dólar em alta encosta em R$ 5,58 com baixa liquidez no mercado

O dólar em alta chegou a R$ 5,58 em pregão de baixa liquidez, enquanto o Ibovespa caiu. Mercado reage a cenário externo, ata do Fed e agenda econômica no Brasil.
Dólar em alta no mercado financeiro brasileiro
Dólar em alta reflete baixa liquidez e cautela no fim do ano. Imagem: Canva

O dólar em alta marcou o início da semana no mercado brasileiro e chegou a R$ 5,5755 na manhã desta segunda-feira (29/12), em um pregão de baixa liquidez típico do fim de ano. No mesmo horário, o Ibovespa recuava 0,28%, aos 160.453 pontos, refletindo ajustes pontuais de posição.

O ambiente mais esvaziado reduz a profundidade dos negócios e amplia a sensibilidade dos preços.

Na sexta-feira anterior, o dólar havia fechado em R$ 5,5438, com leve avanço de 0,16%, enquanto o principal índice da bolsa subiu 0,27%, aos 160.897 pontos. Ainda assim, o movimento desta segunda-feira reforça a cautela dos investidores na reta final do ano.

Dólar em alta e o cenário internacional

No exterior, o noticiário geopolítico contribui para a postura defensiva. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou estar próximo de um plano de paz para a Ucrânia, embora reconheça entraves relevantes nas negociações. A Rússia condiciona o avanço a exigências territoriais, enquanto a Ucrânia busca garantias de segurança mais longas.

Além disso, os mercados acompanham a divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve. O banco central americano reduziu os juros em 0,25 ponto percentual, para a faixa de 3,50% a 3,75% ao ano, o menor nível desde setembro de 2022. Agora, os investidores buscam sinais sobre o ritmo de novos cortes.

Esse pano de fundo pressiona moedas emergentes e sustenta o dólar em alta, especialmente em sessões com menor volume global.

Dólar em alta e a leitura do mercado doméstico

No Brasil, dados recentes ajudam a calibrar expectativas. O boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, mostrou nova redução na projeção de inflação para 2025, agora em 4,32%, e leve recuo para 2026, a 4,05%. As revisões indicam alívio gradual no horizonte inflacionário.

Ainda nesta semana, o mercado acompanha indicadores de emprego. O IBGE divulga a taxa de desemprego de novembro, enquanto o Ministério do Trabalho publica o Caged, que mede o emprego formal. Os números podem influenciar expectativas sobre atividade econômica e política monetária local.

No acumulado, o dólar sobe 0,27% na semana e 3,91% no mês, mas ainda registra queda de 10,29% no ano. Já o Ibovespa acumula alta de 33,76% em 2025, apesar das oscilações recentes.

Volatilidade no fechamento do ano

Com menos participantes ativos e agenda internacional carregada, o dólar em alta reflete um mercado mais reativo a manchetes do que a fundamentos novos. Esse padrão tende a persistir até a normalização da liquidez, mantendo a volatilidade como principal característica dos últimos pregões do ano.

Foto de Flávia Lifonsino

Flávia Lifonsino

Flávia Lifonsino é jornalista formada pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Integra a equipe do Economic News Brasil, com atuação na produção jornalística e em conteúdos analíticos sobre negócios, investimentos e tecnologia aplicada às empresas, além de experiência em coberturas digitais e projetos editoriais.

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