A isenção do IR entrou em vigor neste 1º de janeiro (01/01) e, desde já, reduz de forma direta o desconto mensal aplicado aos trabalhadores que recebem até R$ 5 mil. Com isso, a nova regra substitui o limite anterior, fixado em R$ 3.036, e passa a valer imediatamente na folha de pagamento de janeiro, cujo efeito aparece no fim do mês ou no início de fevereiro.
Ao mesmo tempo, o ano começa com o reajuste do salário mínimo. O valor sobe de R$ 1.518 para R$ 1.621, o que representa alta de 6,79%. Nesse cálculo, o governo utiliza o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado até novembro e aplica as limitações previstas no arcabouço fiscal para o ganho real.
Isenção do IR amplia renda disponível em 2026
Com a nova faixa de isenção do IR, cerca de 15 milhões de contribuintes deixam de sofrer retenção mensal do imposto, segundo estimativas oficiais. Como resultado, cada beneficiário deve economizar, em média, aproximadamente R$ 4 mil por ano. Na prática, o imposto deixa de sair do contracheque mês a mês, o que eleva a renda líquida ao longo de 2026.
Para evitar um salto abrupto na cobrança, o governo adotou descontos progressivos para rendimentos entre R$ 5 mil e R$ 7.350. Nesse modelo, o abatimento diminui gradualmente à medida que a renda aumenta. Além disso, o cálculo considera deduções individuais e outras fontes de receita, o que afasta a aplicação de uma tabela única para esse grupo.
Isenção do IR e a compensação na alta renda
Em paralelo, a ampliação da isenção do IR veio acompanhada de ajustes na tributação das rendas mais elevadas. A partir das novas regras, contribuintes que recebem acima de R$ 50 mil mensais passam a pagar mais imposto. Segundo o governo, cerca de 141 mil pessoas se enquadram nesse grupo, incluindo efeitos diretos sobre a tributação de dividendos.
Dessa forma, a redistribuição da carga busca equilibrar o impacto fiscal da medida. As mudanças, sancionadas em novembro, foram estruturadas dentro dos limites do arcabouço fiscal e não alteram, no curto prazo, o calendário da declaração anual.
Faixa de isenção do imposto e o calendário do IR
Apesar da vigência imediata, a isenção do IR não muda a Declaração de Imposto de Renda de 2026, referente ao ano-base 2025. Nesse período, continuam valendo as regras anteriores. O impacto integral na declaração anual só ocorrerá em 2027, quando todo o ano-base já refletirá as novas faixas.
Enquanto isso, esse intervalo reduz ajustes imediatos nos sistemas da Receita Federal e garante maior previsibilidade aos contribuintes. Ainda assim, o efeito mensal já influencia decisões de consumo e o planejamento financeiro das famílias ao longo de 2026.











