Ações da Azul despencam 70% após emissão bilionária em recuperação judicial

As ações da Azul registram forte queda no pregão desta quinta-feira após a empresa homologar uma emissão de R$ 7,4 bilhões, com mais de 1 trilhão de novas ações colocadas no mercado.
Avião da Azul em voo durante período de forte queda das ações da Azul após emissão bilionária.
Avião da Azul durante operação da companhia, em meio ao impacto da emissão bilionária que derrubou as ações da Azul. Foto: Tony Winston/Ministério da Saúde

As ações da Azul entraram em forte movimento de queda no pregão desta quinta-feira (08/01), após a companhia concluir uma emissão de R$ 7,4 bilhões como parte do seu processo de recuperação judicial nos Estados Unidos. O ajuste refletiu diretamente o impacto da diluição provocada pela colocação de mais de 1 trilhão de novos papéis no mercado.

Na noite de terça-feira (06/11), a empresa homologou a oferta que totalizou R$ 7,44 bilhões, com a emissão de 723,8 bilhões de novas ações ordinárias e outros 723,8 bilhões de ações preferenciais. A operação alterou de forma significativa a estrutura acionária da companhia.

O efeito imediato foi sentido nos preços. Por volta das 16h, os papéis da Azul acumulavam queda de 70,29%, sendo negociados a R$ 75,80, em um dos movimentos mais intensos do dia na bolsa.

Impacto da emissão nas ações da Azul

O forte ajuste nas ações da Azul está diretamente relacionado ao aumento expressivo da quantidade de papéis em circulação. Com a emissão de mais de 1 trilhão de ações, o mercado reagiu à diluição dos ativos existentes, pressionando as cotações no pregão.

A operação integra a estratégia da companhia na recuperação judicial nos Estados Unidos para reforçar o caixa. No entanto, no curto prazo, os investidores reagiram negativamente ao impacto da emissão sobre o valor das ações da empresa.

Com isso, os ativos da companhia passaram por uma reprecificação abrupta, refletindo o novo cenário acionário após a homologação da oferta bilionária.

Foto de Ramylle Freitas

Ramylle Freitas

Ramylle Freitas é jornalista formada pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Integra a equipe do Economic News Brasil, com atuação na cobertura editorial e analítica de economia e negócios, e colabora com a Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo).

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