O Banco Central Europeu voltou a destacar a inflação como eixo central da política monetária. Em discurso nesta sexta-feira (09/01), o economista-chefe da instituição, Philip Lane, afirmou que, em um ambiente de elevada incerteza, é essencial gerar confiança de que a estabilidade de preços será preservada.
Segundo Lane, o compromisso do Banco Central Europeu permanece claro: garantir que a inflação se estabilize na meta de 2% no médio prazo. Nesse cenário, as decisões de juros não devem se apoiar apenas na trajetória mais provável da inflação e da economia. Assim, riscos, incertezas e análises de cenários precisam integrar o processo decisório.
Além disso, o economista destacou que a Europa enfrenta mudanças estruturais amplas. Entre os fatores citados estão as revisões do equilíbrio geopolítico global, os avanços da inteligência artificial (IA) e as transformações no sistema financeiro internacional. Embora existam desafios específicos em cada país, Lane afirmou que esses choques têm efeitos semelhantes entre os Estados-Membros da União Europeia (UE).
Pontos centrais do discurso do Banco Central Europeu:
- Compromisso com a inflação em 2% no médio prazo
- Decisões de juros baseadas em cenários e sensibilidade
- Ambiente de elevada incerteza econômica
- Impactos comuns de geopolítica, IA e sistema financeiro
- Defesa da união monetária europeia
Por fim, Lane afirmou que a união monetária funciona como um mecanismo integrado de coordenação. Nesse contexto, o Banco Central Europeu consegue responder de forma mais eficaz a choques comuns, fortalecendo a condução da política monetária e o controle da inflação.











