O senador republicano Lindsey Graham anunciou na quarta-feira (07/01) que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deu aval a um projeto de lei que amplia significativamente as sanções contra a Rússia. A proposta visa aumentar a pressão sobre Moscou para encerrar a guerra na Ucrânia, impondo uma tarifa de 500% sobre todos os bens importados de países que continuarem comprando petróleo, derivados de petróleo ou urânio da Rússia.
O projeto de lei, batizado de Lei de Sanções à Rússia de 2025, concede ao presidente americano poderes amplos para isolar economicamente a Rússia. Para Graham, a medida é estratégica. Ela visa punir países que ainda mantêm relações comerciais com Moscou, como China, Índia e Brasil. Esses países são acusados de financiar o esforço de guerra russo. Em sua publicação nas redes sociais, Graham destacou que essa mudança é necessária. Ele afirmou que, enquanto a Ucrânia busca concessões para a paz, Putin “continua matando inocentes”.
O senador destacou ainda a relevância da medida ao dizer que Trump aprovou o projeto após uma reunião produtiva na Casa Branca. Além disso, o plano impõe sanções severas para enfraquecer a economia russa. Ele obriga os países a parar de comprar petróleo russo barato. Graham diz que Putin usa esse petróleo para financiar a guerra na Ucrânia.
Sanções contra a Rússia: o timing e as expectativas para a votação
O timing do projeto também foi enfatizado como estratégico. Graham acredita que a medida é oportuno, pois visa aumentar a pressão sobre Moscou em um momento crítico do conflito. Segundo ele, Trump tem a vantagem de agora contar com um instrumento legislativo robusto para pressionar países aliados de Moscou a abandonarem a compra de produtos russos.
O Senado deve levar a proposta à votação na próxima semana e, se a aprovar, intensificará a pressão internacional sobre a Rússia para encerrar o conflito com a Ucrânia. Dessa forma, a medida também representa um fortalecimento das relações bilaterais entre os EUA e outros aliados do Ocidente, enquanto busca isolar Moscou economicamente.











