Na última quarta-feira (07/01), os chips para inteligência artificial dominaram os anúncios da CES, deixando claro que a disputa decisiva da IA ocorre na infraestrutura. Fabricantes disputam quem entrega mais desempenho, escala e eficiência energética para sustentar modelos cada vez mais complexos.
A leitura que se impôs ao longo da feira é direta. Se o avanço da IA depende de capacidade computacional, o controle dessa base passou a definir vantagem competitiva. Nesse cenário, Nvidia e AMD protagonizaram o embate mais visível.
A Nvidia acelerou seu cronograma e apresentou uma nova geração de superchips, reforçando a posição construída nos últimos anos no fornecimento de hardware para data centers. Além disso, a empresa avançou sobre o software, com modelos de linguagem voltados à robótica e à direção autônoma, ampliando sua presença na cadeia de valor da IA. Segundo o presidente da companhia, essa frente representa a nova fronteira da tecnologia, marcada pela chamada inteligência artificial física.
Enquanto isso, a AMD respondeu de forma direta. A empresa revelou o superchip MI455X para competir com o Vera Rubin e apresentou o sistema Helios, um rack completo de IA. A presidente Lisa Su descreveu a solução como “o melhor rack de IA do mundo”, deixando claro que a disputa deixou de ser apenas técnica e entrou no campo comercial. Assim, a concorrência pelos orçamentos de grandes clientes se tornou mais explícita.
Chips para inteligência artificial, escala e eficiência para sustentar o avanço da IA
Nesse ambiente, chips avançados para IA passaram a ser avaliados não apenas pelo poder bruto de processamento. Empresas passaram a pesar consumo energético, capacidade de escalar operações e integração entre hardware e sistemas. Esse conjunto define quem consegue atender treinamentos de modelos complexos com menor custo operacional.
Outros players também buscaram espaço. A Intel apresentou o processador Panther Lake, com foco em IA e tecnologia 18A, sinalizando a adaptação de todo o portfólio à nova demanda. Apesar de alertas sobre uma possível bolha.
Já a Qualcomm ampliou o escopo da disputa ao lançar um chip dedicado a robôs, mirando aplicações fora dos data centers. A estratégia indica que os semicondutores para IA começam a sustentar usos físicos da tecnologia, aproximando inteligência artificial de ambientes industriais e sistemas autônomos.
Ao final da CES, o recado foi claro. Nem todos os projetos de IA devem prosperar, porém a corrida pelos chips para inteligência artificial entrou em uma fase mais exigente. Fabricantes agora precisam provar, geração após geração, quem consegue sustentar o avanço real da tecnologia.











