O crescimento econômico global deve atingir 2,6% em 2026, segundo o Banco Mundial, que divulgou o relatório Perspectivas Econômicas Globais na terça-feira (13/01). No mesmo documento, a instituição projeta que o Brasil cresça 2,0% no próximo ano, após expansão estimada de 2,3% em 2025.
A projeção global representa leve melhora em relação às estimativas divulgadas em junho, embora o ritmo permaneça próximo ao observado em 2025, quando a produção mundial avançou 2,7%. Para 2027, o Banco Mundial prevê crescimento também de 2,7%, indicando estabilidade do cenário macroeconômico internacional.
Crescimento econômico global sustentado pelos países avançados
De acordo com o Banco Mundial, a revisão positiva das projeções decorre, em grande parte, do desempenho das economias avançadas, com destaque para os Estados Unidos. O PIB americano deve crescer 2,1% em 2025 e acelerar para 2,2% em 2026, mesmo diante dos efeitos das tarifas comerciais.
A instituição avalia que incentivos fiscais mais amplos devem apoiar a atividade econômica nos EUA em 2026. Por outro lado, tarifas continuam afetando investimentos produtivos e decisões de consumo, o que restringe a disseminação do crescimento econômico global para outras regiões.
Crescimento econômico global e o ritmo dos mercados emergentes
Nos mercados emergentes e nas economias em desenvolvimento, o crescimento deve desacelerar de 4,2% em 2025 para 4,0% em 2026. Excluindo a China, a taxa projetada permanece em 3,7% nos dois anos, o que aponta um desempenho mais contido fora das principais economias.
Para o Brasil, o Banco Mundial reduziu levemente as projeções em relação a junho. A expansão estimada de 2,0% em 2026 reflete um ambiente de condições financeiras mais restritivas, menor impulso externo e desafios fiscais que limitam a aceleração da atividade.
China, comércio exterior e limites do ciclo global
A economia chinesa deve desacelerar de 4,9% em 2025 para 4,4% em 2026. Ainda assim, estímulos fiscais e o redirecionamento das exportações para mercados fora dos Estados Unidos levaram o Banco Mundial a revisar as estimativas do país para cima em relação ao meio do ano.
Segundo Indermit Gill, economista-chefe do Banco Mundial, a economia mundial tem demonstrado capacidade de absorver choques de política econômica, mas com menor geração de crescimento ao longo do tempo. Para ele, esse quadro tende a pressionar finanças públicas, mercados de crédito e o emprego, sobretudo nos países emergentes, caso se prolongue ao longo da década.











