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Baixas contábeis da BP expõem virada estratégica sob nova liderança

As baixas contábeis da BP no 4º trimestre chegam a US$ 5 bilhões e expõem a guinada da empresa ao petróleo e gás, em meio à queda de preços e à troca de comando.
Baixas contábeis da BP em meio ao foco em petróleo e gás
Baixas contábeis da BP acompanham a revisão do portfólio e a prioridade dada ao petróleo e ao gás. Foto: Freepik

A baixas contábeis da BP, empresa de petróleo britânica, devem alcançar entre US$ 4 bilhões e US$ 5 bilhões no quarto trimestre, segundo comunicado divulgado na quarta-feira (14/01), antes do balanço marcado para 10 de fevereiro. O ajuste recai sobretudo sobre ativos de energia de baixo carbono, em meio à decisão da companhia britânica de concentrar capital em petróleo e gás para elevar retornos.

Embora relevantes, as baixas contábeis da BP não entram no lucro de custo de reposição subjacente, métrica que a empresa utiliza para medir desempenho operacional. Ainda assim, o tamanho do ajuste sinaliza uma revisão profunda do portfólio construída nos últimos anos.

Baixas contábeis da BP e o redesenho do portfólio

A reorientação ganhou tração sob a presidência do conselho de Albert Manifold e ocorre durante a transição de comando. Meg O’Neill assumirá como CEO em abril, após a saída abrupta de Murray Auchincloss e a gestão interina de Carol Howle. A prioridade, segundo a empresa, é recuperar rentabilidade e reduzir a distância frente a concorrentes como a Shell no desempenho das ações.

Nesse contexto, a BP já havia reduzido os investimentos anuais em transição energética de US$ 7 bilhões para um teto de US$ 2 bilhões. Além disso, colocou à venda a participação na Lightsource bp, reorganizou a eólica offshore na joint venture JERA Nex BP e desistiu de um projeto de biocombustíveis em Amsterdã. Um porta-voz afirmou que não detalharia quais projetos sofreram impairment.

Baixas contábeis da BP sob pressão de preços

O cenário operacional também pesa. A empresa alertou para comercialização mais fraca de petróleo e queda de preços no trimestre. Com o Brent em média a US$ 63,73 por barril, ante US$ 69,13 no terceiro trimestre, o impacto negativo estimado no lucro varia de US$ 200 milhões a US$ 400 milhões. No gás, a redução adicional pode alcançar US$ 100 milhões a US$ 300 milhões, após uma queda de 9% nos preços de referência na Europa.

Recuo em energia limpa e foco em retorno

O insucesso da JERA Nex BP em um leilão de eólica offshore no Reino Unido reforçou a cautela. A joint venture havia comprometido centenas de milhões de dólares em 2021 com a alemã EnBW para direitos sobre o leito marinho, mas ficou fora dos vencedores do certame recente.

No conjunto, as baixas contábeis da BP funcionam como um ajuste contábil e estratégico. Ao priorizar ativos com geração de caixa mais previsível, a companhia tenta responder à pressão de investidores por disciplina financeira, mesmo que isso reduza sua exposição a projetos de energia limpa no curto prazo.

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