O Banco Pine concluiu em dezembro de 2025 a emissão integral do Pine INSS II Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC), operação que somou R$ 1,25 bilhão e reforçou sua atuação no mercado de capitais com foco em crédito consignado. O Banco Pine estruturou o fundo com lastro em empréstimos vinculados ao INSS e distribuiu integralmente as cotas ao longo da oferta pública.
A operação teve coordenação da XP Investimentos, como líder, e do Itaú BBA, e concentrou a maior parte dos recursos em cotas seniores. Do volume total, R$ 1,06 bilhão concentrou-se nessa tranche, enquanto o banco alocou o restante entre cotas mezanino e subordinadas, compondo a estrutura de risco do fundo.
Pine INSS II FIDC e a estratégia do Banco Pine
No Pine INSS II FIDC, o Banco Pine atuou como cedente e co-estruturador, transferindo ao fundo uma carteira de crédito superior a R$ 1,2 bilhão. Além disso, a iniciativa está alinhada à estratégia do banco de diversificar fontes de funding e ampliar a eficiência na alocação de capital.
A operação marca o segundo FIDC de consignado INSS estruturado pelo Banco Pine em 2025. Em junho, a instituição já havia distribuído com êxito o Pine INSS FIDC, com volume total de R$ 1 bilhão. O que, portanto, consolida o uso recorrente desse instrumento em sua estratégia financeira.
Pine INSS II FIDC e a estrutura de risco da operação
A carteira do Pine INSS II FIDC é composta por empréstimos consignados INSS submetidos a critérios rigorosos de elegibilidade. O regulamento estabelece limites de concentração por códigos do INSS, faixas etárias e devedores, buscando maior previsibilidade de fluxo e controle de risco.
A engenharia financeira inclui hedge Pré x DI, reserva de liquidez, marcação a mercado e dois regimes de amortização (pró-rata e sequencial) acionados conforme eventos contratuais de desalavancagem, realavancagem ou vencimento antecipado.
FIDC do Pine e a leitura do mercado
As cotas seniores do Pine INSS II FIDC receberam classificação AAA.br da Moody’s, o nível mais alto da escala local da agência. O rating contribuiu para direcionar a oferta a investidores institucionais com foco em estruturas de baixo risco de crédito.
A governança do fundo reúne a Vert DTVM como administradora, a Pier como gestora e a Byx Capital como consultora especializada. Além de assessorias jurídicas distintas para coordenadores e cedente. A operação, portanto, reforça a presença do Banco Pine em estruturas de securitização de crédito e sinaliza a continuidade dessa estratégia no mercado brasileiro.











