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Faturamento do turismo pode atingir R$ 218,7 bi na alta temporada 2025/2026, diz CNC

O faturamento do turismo pode chegar a R$ 218,7 bilhões na alta temporada 2025/2026, com crescimento anual, maior fluxo de estrangeiros e forte impacto sobre consumo e empregos no Brasil. Continue lendo e saiba mais.
Faturamento do turismo cresce na alta temporada 2025/2026
O faturamento do turismo deve atingir R$ 218,7 bilhões na alta temporada, impulsionado pelo consumo e pelos turistas estrangeiros. (Foto: Reprodução)

O faturamento do turismo brasileiro projeta alcançar recorde de R$ 218,77 bilhões entre novembro de 2025 e fevereiro de 2026, segundo levantamento divulgado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), nesta quinta-feira (15/01). O valor coloca a próxima alta temporada como a mais relevante da série histórica recente, tanto em geração de receita quanto em impacto sobre emprego e consumo.

Esse volume concentra quase metade da renda anual do setor e tende a definir o resultado financeiro de milhares de empresas ligadas a viagens, alimentação, hospedagem e transportes. Além disso, o patamar projetado consolida a retomada iniciada após a crise sanitária, com desempenho acima do observado antes de 2020.

Faturamento do turismo e peso da alta temporada

A alta temporada responde por uma fatia expressiva da atividade turística nacional e exerce influência direta sobre o desempenho anual do setor. Na prática, trata-se do período que sustenta o caixa de pequenas e médias empresas, sobretudo em destinos de lazer.

Antes de detalhar os segmentos que concentram receitas, os dados indicam a dimensão econômica desse intervalo específico do calendário:

  • Receita estimada de R$ 218,77 bilhões entre novembro de 2025 e fevereiro de 2026
  • Crescimento de 3,7% frente à alta temporada anterior
  • Participação de cerca de 44% da receita anual do turismo concentrada nesses quatro meses
  • Nível de faturamento real 13% acima do período pré-pandemia, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

Esse desempenho reforça a leitura de que a temporada funciona como principal motor financeiro do setor, especialmente em um cenário de consumo mais seletivo ao longo do ano.

Faturamento do turismo por segmentos e consumo

A composição do faturamento do turismo revela forte concentração em atividades ligadas ao consumo direto dos visitantes. Alimentação e deslocamento terrestre, por exemplo, seguem como os principais canais de gasto, enquanto hospedagem e transporte aéreo mantêm peso relevante.

A distribuição por segmentos ajuda a entender onde a renda circula com mais intensidade:

  • Bares e restaurantes: R$ 97,3 bilhões
  • Transporte rodoviário: R$ 34,1 bilhões
  • Transporte aéreo: R$ 28,8 bilhões
  • Alojamento: R$ 22,4 bilhões
  • Atividades culturais e lazer: R$ 11,1 bilhões

Portanto, esse desenho indica que a expansão do faturamento do turismo está diretamente ligada à dinâmica do consumo interno. Ainda que o fluxo internacional venha ganhando espaço.

Turismo internacional reforça a base do faturamento

Esse fluxo ampliou a receita em moeda estrangeira, que somou US$ 6,04 bilhões entre janeiro e setembro de 2025, com Argentina, Chile e Estados Unidos respondendo por mais da metade das chegadas. O desempenho reduziu a dependência do turismo doméstico e ampliou a previsibilidade de receitas no setor.

Portanto, um dos vetores que mais sustentam o faturamento do turismo é o avanço da entrada de visitantes estrangeiros. Entre janeiro e outubro de 2025, o Brasil recebeu 7,69 milhões de turistas internacionais, alta de 42,2% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo a Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur).

Turismo e efeitos econômicos em 2026

De acordo com o que é visto no estudo da CNC, ao combinar expansão do consumo interno, maior presença de estrangeiros e melhora no ambiente de preços dos transportes, o faturamento do turismo entra em 2026 sustentado por bases mais amplas. Esse arranjo tende a ampliar o peso do setor no crescimento econômico de curto prazo, sobretudo em regiões dependentes de serviços, de comércio e de emprego sazonal.

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