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Produção de etanol de trigo no Brasil começa a sair do papel no Sul

O etanol de trigo no Brasil avança com usinas no Sul, investimentos bilionários e foco regional. A nova rota busca diversificar os biocombustíveis, mas ainda enfrenta desafios de custo e escala.
Etanol de trigo no Brasil em usina do Rio Grande do Sul
Primeira usina dedicada ao etanol de trigo inicia operação no Sul do país. Imagem: Canva

O etanol de trigo no Brasil começou a entrar em fase operacional nesta semana, após a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) autorizar, em janeiro, o funcionamento da primeira usina dedicada ao cereal no país. A iniciativa inaugura uma rota industrial inédita em um setor historicamente dominado pela cana-de-açúcar e, mais recentemente, pelo milho.

A unidade pertence à CB Bioenergia e está localizada em Santiago, no Rio Grande do Sul. O projeto foi estruturado para processar cerca de 100 toneladas diárias de trigo, com produção estimada de até 12 milhões de litros de etanol hidratado por ano, volume ainda modesto, mas simbólico para o mercado.

Escala industrial da produção de trigo

A CB Bioenergia projeta uma ampliação relevante da planta até 2027. Segundo a empresa, a produção anual pode atingir entre 45 milhões e 50 milhões de litros, o que demandará novos aportes próximos de R$ 500 milhões. A estratégia passa por ampliar capacidade industrial e integrar melhor a oferta regional do cereal.

Em paralelo, um projeto de maior porte avança em Passo Fundo, também no Rio Grande do Sul. A parceria entre Kepler Weber e Be8 prevê investimentos totais de R$ 1,26 bilhão na construção de uma planta com capacidade para processar 525 mil toneladas de cereais por ano.

A expectativa é produzir cerca de 220 milhões de litros de etanol, além de coprodutos como farelo e glúten vital. No complexo, a Kepler Weber ficará responsável pela construção de oito silos, que somarão 160 mil toneladas de capacidade de armazenamento, com entrega prevista para o segundo semestre de 2026.

Comparação com milho e cana-de-açúcar

Do ponto de vista técnico, o etanol de trigo se aproxima mais do etanol de milho do que do derivado da cana. Ambos utilizam cereais armazenáveis, o que reduz a pressão logística sobre a indústria. Enquanto a cana precisa ser processada em até 48 horas após a colheita, o trigo permite maior flexibilidade operacional.

Segundo a StoneX, uma tonelada de trigo gera entre 400 e 420 litros de etanol, rendimento próximo ao do milho, que varia entre 430 e 450 litros por tonelada nas usinas mais eficientes. Ainda assim, o custo permanece como principal ponto de atenção.

Base agrícola e lógica regional

Os projetos se concentram no Sul porque a região responde por 86,32% da produção nacional de trigo, segundo o IBGE. O Rio Grande do Sul lidera com 47,53%, seguido pelo Paraná, com 33,32%. Esse fator reduz riscos de suprimento e favorece a integração entre campo e indústria.

No caso gaúcho, há ainda uma variável adicional. O estado é pouco autossuficiente em etanol e importa combustível de outras regiões.

Já no Paraná, a concorrência com o etanol de cana, especialmente no norte do estado, tende a limitar o avanço imediato dessa rota.

Etanol de trigo no Brasil como nova frente industrial

O avanço do etanol de trigo no Brasil ainda ocorre em escala inicial, mas sinaliza uma diversificação relevante na matriz de biocombustíveis. A consolidação dependerá de preços agrícolas, tecnologia industrial e da capacidade de monetizar subprodutos, fatores que definirão se essa rota deixará de ser apenas regional para ganhar alcance nacional.

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